O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou janeiro em 1,2, com queda de cerca de 9% em relação ao mês anterior.

Em janeiro, as commodities agrícolas subiram, em média, 1,5%, com ganhos puxados por milho (+2%), algodão (+2,5%) e açúcar e etanol (+3,5%). Mesmo com a queda de quase 2% na soja, o conjunto de preços permaneceu em patamar positivo.

No caso do preço dos fertilizantes, houve um aumento de cerca de 5% na média do mês. A safra no Brasil vem avançando e já alcançando quase 10% da área colhida. O câmbio é outro fator relevante e que contribuiu para o resultado considerando-se que, em janeiro, o dólar recuou cerca de 2%, reflexo da manutenção da taxa Selic em patamares elevados no Brasil.

Entendendo o IPCF

O IPCF é divulgado mensalmente e apresenta a relação entre os indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. Uma relação menor que 1,0 indica que os fertilizantes estão mais acessíveis do que no mesmo período de 2017, e uma relação maior que 1,0 indica que os adubos estão menos acessíveis do que no mesmo período de 2017. O cálculo do IPCF considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.

Metodologia

* A fonte de cálculo dos preços dos fertilizantes no porto brasileiro é a CRU, uma empresa de consultoria internacional. Já os preços das commodities são apurados pela média do mercado brasileiro, em dólar, com base nas publicações da Agência Estado e da CEPEA.

**O índice de preços de fertilizantes inclui os valores de MAP, SSP, ureia e KCL, ponderados pelas respectivas participações de uso no país. Já o das commodities inclui soja, milho, açúcar, etanol e algodão, ponderado pelo consumo de fertilizantes.

***O índice também é ponderado pelo câmbio, considerando 70% dos fertilizantes (custo) e 85% das commodities (receita).

****Culturas analisadas: soja, milho, açúcar, etanol (de cana-de-açúcar) e algodão.

*****Dados referentes a janeiro/2026.

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