O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) fechou dezembro em 1,31, frente aos 1,12 registrados em novembro. Esse resultado reflete uma combinação de fatores, como a desvalorização das commodities agrícolas e as variações nos preços dos fertilizantes. Também merece destaque a valorização do dólar, que avançou 2% no período, impulsionada pelas incertezas políticas globais e pelos últimos indicadores econômicos domésticos. Esse conjunto de fatores reforça a importância do monitoramento contínuo das variáveis globais, especialmente no que se refere ao enxofre — insumo-chave para a cadeia fosfatada —, cujo equilíbrio entre oferta e demanda não aponta, por ora, para normalização imediata.
As commodities registraram uma queda média de -0,8%, puxada principalmente pela soja (-2,3%) e pelo algodão (-2%). Essa retração foi influenciada pela expectativa de uma safra elevada e pelo início da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana e milho permaneceram estáveis, embora o milho continue pressionado pela perspectiva de uma boa safrinha no Brasil.
Os fertilizantes apresentaram recuo médio de -0,3%, com destaque para a ureia (-2%), impactados pela baixa liquidez e pela pressão de inventário. O superfosfato simples (+3,8%) e o cloreto de potássio (+2,6%) registraram alta, sustentada por maior demanda para atender aos requerimentos de safra e pelo incremento dos custos produtivos.
O mercado interno mantém o foco na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem influenciar a dinâmica de preços nos próximos meses. No cenário internacional, observa-se um ambiente ainda ajustado nas cadeias de fosfatados, influenciado pela redução temporária das exportações chinesas. Paralelamente, os preços globais do enxofre seguem firmes, apoiados pela maior demanda de outros setores industriais, como o de baterias. Esse movimento aumenta a atenção aos custos de produção dos fosfatados, embora de forma gradual e sob a gestão do mercado.
Em 2025, o IPCF registrou uma média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse cenário, o IPCF demonstrou resiliência ao longo de 2025, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e mantendo um ambiente saudável de competitividade para o produtor brasileiro.

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Entendendo o IPCF
O IPCF é divulgado mensalmente e apresenta a relação entre os indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. Uma relação menor que 1,0 indica que os fertilizantes estão mais acessíveis do que no mesmo período de 2017, e uma relação maior que 1,0 indica que os adubos estão menos acessíveis do que no mesmo período de 2017. O cálculo do IPCF considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.
Metodologia
* A fonte de cálculo dos preços dos fertilizantes no porto brasileiro é a CRU, uma empresa de consultoria internacional. Já os preços das commodities são apurados pela média do mercado brasileiro, em dólar, com base nas publicações da Agência Estado e da CEPEA.
**O índice de preços de fertilizantes inclui os valores de MAP, SSP, ureia e KCL, ponderados pelas respectivas participações de uso no país. Já o das commodities inclui soja, milho, açúcar, etanol e algodão, ponderado pelo consumo de fertilizantes.
***O índice também é ponderado pelo câmbio, considerando 70% dos fertilizantes (custo) e 85% das commodities (receita).
****Culturas analisadas: soja, milho, açúcar, etanol (de cana-de-açúcar) e algodão.
*****Dados referentes a dezembro/2025.
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Com a missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa, a Mosaic atua da mina ao campo, buscando solucionar desafios de forma diferente e refletindo seu espírito inovador, reconhecido mundialmente. A empresa entrega cerca de 27,2 milhões de toneladas de fertilizantes por ano para 40 países, sendo uma das maiores produtoras globais de fosfatados e de potássio combinado. Sua produção baseia-se em conhecimentos sólidos, fundamentados em evidências científicas, o que garante a eficácia de seus produtos. Opera na mineração, produção, importação, comercialização e distribuição de fertilizantes, incluindo bioinsumos, destinados à aplicação em diversas culturas agrícolas, bem como como ingredientes para nutrição animal e para produtos industriais. No Brasil, está presente em mais de dez estados e no Paraguai, com profissionais que trabalham diariamente e se comprometem com a ética. Em outubro de 2024, a empresa completou duas décadas de compromisso em ajudar a alimentar uma população global cada vez maior, promovendo, para tanto, ações que visam transformar a produtividade do campo e a realidade dos locais onde atua, de forma segura, sustentável e inclusiva.









