Com juros elevados, demanda crescente por capital e modernização produtiva, os Fiagros ganham tração e o FIDC Campo Arado se consolida como fonte estratégica de financiamento rural
O agronegócio brasileiro entra em 2026 com um mercado financeiro mais robusto e uma necessidade crescente de instrumentos de crédito estruturado capazes de financiar desde o custeio de safra até operações industriais mais complexas.O patrimônio líquido da indústria de Fiagros ultrapassou R$ 40 bilhões, impulsionado por um avanço acelerado da base de investidores, que já supera 420 mil pessoas físicas e jurídicas. O número de fundos operacionais passou de 102 para 145, crescimento de 42%, com predominância dos Fiagro-FIDC, responsáveis por 48% das estruturas em funcionamento no país. Esse cenário coloca o Fiagro como uma das principais portas de entrada para o financiamento da produção agrícola e para a diversificação de portfólios de investidores que buscam ativos reais, proteção contra inflação e retorno consistente em ciclos de juros elevados. Inserida nesse ciclo de expansão, a Asset Bank ampliou sua atuação no crédito agro ao criar o FIDC-Fiagro Campo Arado, fundo próprio da gestora estruturado para financiar o ciclo produtivo de agricultores e agroindústrias.O fundo foi desenvolvido para financiar o ciclo produtivo de agricultores e agroindústrias com um modelo de crédito direto que combina originação técnica, análise aprofundada de risco e garantias robustas. A estratégia do fundo privilegia operações pulverizadas entre diferentes regiões e culturas, como soja, milho, café, cana-de-açúcar e pecuária, o que reduz a exposição simultânea a riscos climáticos, geográficos e de mercado.
O fundo avança em um momento decisivo para o setor, em que produtores rurais enfrentam custos elevados e maior seletividade bancária, o que aumenta a demanda por fontes alternativas de financiamento. O fundo avança em um momento decisivo para o setor, em que produtores rurais enfrentam custos elevados e maior seletividade bancária, o que aumenta a demanda por fontes alternativas de financiamento. A Asset Bank projeta que o FIDC-Fiagro Campo Arado, hoje em expansão acelerada, pode ultrapassar R$ 600 milhões em patrimônio líquido até o fim de 2026, caso o ambiente macroeconômico favoreça juros mais baixos e um câmbio estabilizado. Paralelamente, a gestora trabalha para ampliar seu total de ativos sob gestão para aproximadamente R$ 6 bilhões no mesmo período. O Campo Arado também se destaca por uma política rigorosa de garantias, que confere segurança adicional aos investidores. Aproximadamente 98% das operações contam com garantias reais, com predominância da alienação de imóveis, que responde por cerca de 70% dos lastros. Além disso, uma parcela relevante da carteira é composta por operações de cessão de pagamentos de grandes indústrias do agro, que utilizam contas escrow para assegurar recebíveis e reduzir o risco de inadimplência, modelo que hoje representa 77% das operações adquiridas pelo fundo. Os tíquetes médios giram em torno de R$ 2,5 milhões, atendendo principalmente produtores médios organizados em grupos familiares, condomínios rurais e agroindústrias do interior paulista.
Nesse ambiente de taxas que podem variar entre 28% e 30% ao ano no mercado tradicional, o Campo Arado se mantém competitivo ao acompanhar a precificação do crédito privado. Para o investidor, as cotas sêniores oferecem remuneração de CDI + 4% ao ano e acumularam 17,44% de retorno nos últimos 12 meses, desempenho superior ao CDI do período, de 12,88%, além das vantagens tributárias do Fiagro, incluindo a ausência de IOF e de come-cotas. Para Gustavo Assis (foto), CEO da Asset Bank, a combinação entre crédito especializado e governança rigorosa será determinante para o avanço do setor em 2026. “O produtor rural precisa de crédito que respeite a lógica do campo, e não apenas o calendário bancário. Ao estruturar o Campo Arado, buscamos um modelo que oferecesse previsibilidade ao produtor e segurança ao investidor, sempre com uma camada de garantias capaz de proteger ambas as pontas”, afirma.
O executivo reforça que a maturidade do fundo, após dois anos de operação, cria um ambiente fértil para expansão. “Entramos em 2026 com um histórico consistente, operações renovadas e relacionamentos sólidos com produtores e indústrias. A visão é clara. O investidor encontra aqui ativos reais, lastro transparente e impacto direto na produção agrícola, enquanto o produtor acessa crédito estável com acompanhamento técnico. Esse alinhamento é o que sustenta o crescimento saudável do agro brasileiro”, conclui Assis. As perspectivas para o agro em 2026 indicam que o crédito estruturado continuará como um dos principais motores de financiamento da produção rural, especialmente em um ambiente de custos elevados, margens mais estreitas e volatilidade climática crescente. Com a demanda crescente por capital, originação técnica qualificada, garantias robustas e uma base de investidores em expansão, modelos como o Campo Arado tendem a desempenhar um papel central no próximo ciclo de crescimento do agronegócio. Em um setor que representa cerca de um quarto do PIB brasileiro, instrumentos como Fiagros, FIDCs rurais e estruturas híbridas de financiamento consolidam-se como pilares essenciais para a competitividade e a sustentação das cadeias produtivas em 2026.
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Na área de Wealth, a empresa atende mais de 500 famílias, com patrimônio estimado em R$ 800 milhões, além de diversas empresas em todo o país. Oferece soluções que vão da gestão ativa de fundos à consultoria patrimonial e administração de investimentos. A atuação do grupo está estruturada em 3 frentes principais: gestão de recursos, administração e estruturação de fundos e serviços personalizados de wealth management (gestão de patrimônio).
Em 2021, o Asset Bank passou a atuar como gestora de fundos autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e aderiu ao código de autorregulação da ANBIMA.









