Mudança na arquitetura da planta de soja aumenta a vulnerabilidade à doença e BASF investe em estratégias para proteger produtividade

A cercospora é uma doença foliar que não preocupava muito os produtores de soja no Brasil, mas seu impacto tem se intensificado com a adoção de cultivares mais produtivas e compactas. Nesse novo cenário, a perda de folhas representa uma queda direta na produtividade. Discreta no início, a cercospora se instala nas folhas inferiores, formando manchas arroxeadas que facilmente passam despercebidas, confundidas com o envelhecimento natural ou com deficiência nutricional. Quando os sintomas se tornam visíveis, o prejuízo já está instalado — e pode chegar a 20% da produção, segundo a Embrapa.

A doença é uma ameaça silenciosa e compromete a lavoura antes mesmo de ser percebida. “Com a mudança no perfil das plantas de soja, que hoje são mais densas e menos tolerantes à perda de área foliar, o impacto da cercospora se tornou mais evidente. No passado, a desfolha era tolerada. Hoje, cada folha importa. E perder folhas para a doença significa perder sacas por hectare”, comenta Patrícia Guerra, gerente sênior de Marketing Cultivo e Portfólio Soja da BASF Soluções para Agricultura.

Por se manifestar de forma discreta e progressiva, por desconhecimento, muitas vezes a cercospora não recebe a atenção necessária no campo. Produtores tendem a priorizar, no planejamento, o controle de doenças mais conhecidas, como a ferrugem e a mancha-alvo, enquanto os danos da cercospora avançam de forma irreversível. “Na prática, a manifestação começa muito antes do que se imagina. Os danos iniciais, embora sutis, afetam definitivamente o potencial produtivo. Por isso, o manejo deve ser feito ao longo de todo o ciclo da soja”, reforça Patrícia.

Além de comprometer a produtividade, a cercospora pode estar presente desde o início da safra. Uma pesquisa da Embrapa Soja revela que até 16% das sementes aparentemente saudáveis já carregam o fungo, o que indica que muitas lavouras iniciam o ciclo com a doença instalada. E os prejuízos vão além da queda no rendimento: as lesões nas folhas reduzem a capacidade fotossintética da planta e comprometem o enchimento dos grãos. O resultado são sementes menores, mais leves, com menor teor de proteína e de óleo, além da mancha púrpura — que afeta diretamente a aparência, aumenta o percentual de descarte e, se não tratada, afeta o vigor e a germinação, impactando tanto a comercialização quanto o uso na safra seguinte.

Para enfrentar esse desafio, especialistas recomendam práticas como o uso de sementes sadias e tratadas, a rotação de culturas com gramíneas e a aplicação antecipada de fungicidas. “Combinar diferentes tipos de fungicidas e aplicá-los de forma eficiente e no momento certo é essencial para proteger a lavoura e evitar perdas”, orienta Ana Claudia Ruschel Mochko, da Fundação MS para a Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias.

 

Tecnologias que protegem a soja do plantio à colheita – Proteger a lavoura contra doenças foliares exige planejamento e visão de longo prazo. Pensando nisso, a BASF Soluções para Agricultura desenvolveu o conceito Escudo Verde, uma abordagem integrada que ajuda o agricultor a enfrentar os principais desafios sanitários do soja, como a ferrugem asiática, a mancha-alvo e a cercospora. “Nosso objetivo é proteger cada folha, do baixeiro ao ponteiro, formando um verdadeiro escudo verde contra as doenças”, explica Caio Santilli, gerente de fungicidas da BASF.

Dentro dessa estratégia, fungicidas como Belyan®, Blavity® e Keyra® são posicionados em diferentes momentos do ciclo da soja para garantir proteção contínua contra doenças foliares. Cada solução foi desenvolvida para oferecer eficácia e segurança agronômica, permitindo ajustes conforme as condições da lavoura e da região, em um manejo integrado que prioriza produtividade e sustentabilidade.

Além das tecnologias promissoras em campo, a companhia investe continuamente em pesquisa para antecipar problemas e oferecer soluções que transformem o manejo. Entre as inovações em desenvolvimento, dois fungicidas que contam com uma tecnologia inédita — um modo de ação pesquisado e pensado para o mercado brasileiro —, o que pode redefinir o controle da ferrugem da soja no país. Além destes, as empresas também estão estudando um novo grupo de fungicidas para auxiliar os produtores brasileiros no controle de manchas foliares.

“Estamos prontos para escrever o próximo capítulo da agricultura com soluções que colocam o produtor no centro, transformam o manejo e trazem visibilidade a problemas que muitas vezes passam despercebidos. Nosso compromisso é unir ciência, tecnologia e proximidade com o campo para garantir que cada decisão seja mais assertiva e cada safra seja mais produtiva”, reforça Patrícia Guerra.

Complementando esse portfólio, ferramentas digitais, como o xarvio®, ajudam a tornar o manejo mais eficiente, indicando o momento ideal para a aplicação com base em dados reais de campo. Essa integração entre tecnologia e estratégia é essencial para proteger cada folha e garantir produtividade.

Com investimento anual superior a €915 milhões em pesquisa e desenvolvimento, a BASF reafirma seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade da agricultura, atuando como parceira do agricultor na construção de lavouras mais produtivas e resilientes. “Esse esforço posiciona a BASF como a melhor parceira do agricultor ao longo de toda a sua jornada no campo, contribuindo não apenas para a rentabilidade das lavouras, mas também para a sustentabilidade e longevidade dos sistemas produtivos”, finaliza Patrícia.

Divisão de Soluções para Agricultura da BASF – Tudo o que fazemos, fazemos por amor à agricultura. A agricultura é fundamental para fornecer alimentos saudáveis e acessíveis suficientes a uma população em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que reduz os impactos ambientais. É por isso que trabalhamos com parceiros e especialistas para integrar nossos compromissos de sustentabilidade a todas as nossas decisões de negócio. Com €919 milhões em 2024, investimos em uma sólida estrutura de P&D, combinando ideias inovadoras com ações práticas no campo. Nossas soluções são desenvolvidas para os diversos sistemas produtivos. Conectamos sementes e biotecnologias, soluções de proteção de cultivos, ferramentas digitais e iniciativas de sustentabilidade, com o objetivo de contribuir com agricultores, agricultoras e outros elos da cadeia produtiva para que obtenham os melhores resultados. Com equipes especializadas nos laboratórios, no campo, no escritório e na produção, nós fazemos tudo o que está ao nosso alcance para construir um futuro sustentável na agricultura. Em 2024, nossa área gerou vendas de €9,8 bilhões.

Na BASF, criamos química para um futuro sustentável. Nossa ambição: ser a empresa química preferida para viabilizar a transformação verde de nossos clientes. Combinamos sucesso econômico com proteção ambiental e responsabilidade social. Cerca de 112 mil colaboradores e colaboradoras do Grupo BASF contribuem para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e países do mundo. Nosso portfólio compreende, como negócios principais, os segmentos de Químicos, Materiais, Soluções Industriais e Nutrição e Cuidados; nossos negócios autônomos estão agrupados nos segmentos de Tecnologias de Superfície e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de 65,3 bilhões de euros em 2024. As ações da companhia são negociadas na Bolsa de Valores de Frankfurt (BAS) e, nos Estados Unidos, como American Depositary Receipts (BASFY).


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