Com crescimento de 11,7%, setor foi o principal motor da economia no ano passado; para especialista da Falconi, produtividade, eficiência operacional e controle de custos serão decisivos para manter competitividade

O agronegócio foi o principal motor do crescimento econômico brasileiro em 2025, com um avanço de 11,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado contribuiu para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país e reforçou a relevância estratégica do setor para a economia nacional. Ao mesmo tempo, manter esse ritmo de crescimento exigirá maior disciplina na gestão operacional e financeira das empresas, especialmente em um ambiente marcado por volatilidade de custos, estoques elevados, crédito mais restrito e oscilações no mercado internacional, em um ano que deve ser desafiador.

Para o vice-presidente da unidade de negócios da Falconi, especializada em agronegócio, Andre Paranhos (foto), o desempenho recente evidencia a capacidade do setor de responder rapidamente aos ciclos de mercado, mas também reforça a necessidade de avançar na produtividade. “O próximo ciclo de crescimento dependerá menos de fatores externos incontroláveis, como a safra e os preços das commodities, e mais da capacidade das empresas de estruturar processos para garantir bons resultados ao longo do tempo”, afirmou.

O desempenho do setor foi impulsionado principalmente pela safra recorde, favorecida por condições climáticas mais favoráveis e pela recuperação da produção de grãos. A produção de soja cresceu cerca de 13,3% e a de milho, aproximadamente 19%, contribuindo para elevar o valor gerado pela agropecuária e para ampliar o impacto do setor sobre a economia brasileira.

Para Paranhos, esse cenário reforça a importância de uma gestão mais estruturada nas empresas do setor para sustentar resultados ao longo dos próximos ciclos. “Em um ambiente de maior pressão sobre custos e preços, a gestão rigorosa de estoques e despesas passa a ser decisiva para proteger as margens e garantir a competitividade no agro”, disse.

A expectativa é de que o agronegócio continue contribuindo para o crescimento da economia brasileira em 2026, ainda que em ritmo mais moderado após o forte desempenho registrado no ano anterior. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta uma expansão de 2,3% do PIB brasileiro em 2026. A estimativa indica uma fase de acomodação após o ciclo de forte expansão da produção agrícola, o que tende a exigir maior capacidade de adaptação das empresas do setor diante de um ambiente mais equilibrado entre oferta, demanda e preços das commodities.

O agro brasileiro tem demonstrado grande capacidade de adaptação e continua sendo um dos pilares da economia do país. O desafio agora é transformar ganhos pontuais de produção em resultados consistentes ao longo do tempo, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do setor nos próximos ciclos”, concluiu Paranhos.

Fundada no Brasil em 1984, a Falconi é a maior consultoria brasileira de gestão empresarial. Com tecnologia de ponta e inteligência de dados para acelerar a geração de valor sustentável para seus clientes, atua em mais de 50 setores econômicos distintos. Seu portfólio inclui mais de 10 mil projetos em 42 países, e a consultoria se destaca por sua capacidade de implementação nos níveis estratégico (estratégia, modelo de negócios e estrutura organizacional), tático (implementação e alinhamento de processos e metas) e operacional (alinhamento e monitoramento de operações).

PR Falconi