Como o mercado se comportou? – Em Chicago a realidade foi otimista após declarações de Donald Trump envolvendo a China, que trouxe forte ânimo ao mercado, levando Chicago a subir fortemente. As cotações passaram a refl etir imediatamente a expectativa de novas compras chinesas.
Pressão nos preços brasileiros – Apesar da melhora em Chicago, o mercado interno seguiu limitado por prêmios mais fracos e oferta elevada com o avanço saudável da colheita. Esse movimento reduziu o repasse das altas externas para os preços em reais, mantendo os negócios travados em diversas regiões.
A soja spot (março/26) encerrou a semana cotada a US$ 11,15 por bushel, acumulando alta signifi cativa de 4,79% na semana em Chicago. No entanto, no Brasil, o dólar mais fraco, que fechou a R$ 5,22, somado ao enfraquecimento dos prêmios e à oferta elevada típica de período de safra, fez com que o mercado físico apresentasse mais baixas do que altas, apesar do suporte vindo do exterior..
O que esperar do mercado?
- Relatório WASDE – O principal gatilho de volatilidade da semana é a divulgação do relatório WASDE de fevereiro do USDA, marcada para terça-feira (10/02), às 13h. O mercado trabalha com um viés mais cauteloso, diante de revisões anteriores que elevaram os estoques fi nais norte-americanos e mantiveram a produção brasileira em patamares elevados, cerca de 178 milhões de toneladas. Caso o USDA confi rme que a demanda global, mesmo com compras chinesas, não seja sufi ciente para absorver a oferta recorde, Chicago pode testar níveis mais baixos. Nesse cenário, o produtor deve redobrar a atenção, monitorar o relatório, a resposta do mercado e avaliar oportunidades pontuais.
- Condições climáticas – Os cenários divergem em função da região. No Cone Sul, altas temperaturas e falta de chuvas no Rio Grande do Sul e na Argentina, já resultam em perdas visíveis de produção, consideradas irreversíveis em algumas regiões. Essa quebra argentina pode oferecer sustentação às cotações, mesmo com a entrada da safra recorde do Mato Grosso. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas no Centro-Norte do Brasil tende a pressionar a logística, elevando custos e exigindo do produtor atenção redobrada ao momento de comercialização.
- Oportunidades – O foco deve seguir na paridade de exportação, hoje pressionada pela combinação de dólar fraco e prêmios reduzidos, que têm limitado a formação de preços no mercado interno mesmo em dias de alta em Chicago. Não há, por ora, expectativas de grandes saltos no câmbio, mantendo a tendência para essa semana. Com a colheita do Mato Grosso entrando no pico, a oferta imediata tende a manter essa pressão como uma tendência típica de safra, com a oferta segurando altas signifi cativas de preços que acompanhem Chicago.
Com base nos fatores apresentados, portanto, deveremos ter uma semana de novas baixas pressionadas pela colheita e, quem sabe, também pelo relatório WASDE.

Como o mercado se comportou?
- Mercado interno – A baixa liquidez refl etiu um cenário de menor apetite comprador, com o mercado aguardando defi nições mais claras sobre a safrinha, além da necessidade de produtores liberarem espaço nos armazéns diante do avanço da colheita de soja.
- Exportações – As exportações fl uíram, com a Anec elevando a previsão de embarques de janeiro para cerca de 3,79 milhões de toneladas. Além disso, o mercado internacional encontrou sustentação na produção consistente de etanol de milho nos EUA e nas exportações de DDG para a China, fatores que ajudaram a limitar movimentos de baixa mais acentuados lá fora.
O milho spot em Chicago encerrou a semana cotado a US$ 4,31 por bushel, com leve alta de 0,7% no período, refl etindo um mercado externo mais lateralizado. Já no Brasil, o contrato março/26 na B3 fechou a R$ 68,98 por saca, registrando queda de 0,26% na semana, movimento que indica maior cautela do mercado doméstico, mesmo diante do suporte vindo do exterior. Essa cautela foi acompanhada pelo mercado físico, que recuou no Brasil.
O que esperar do mercado?
- Expectativas de produção – A divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA em 10 de fevereiro trará clareza sobre o tamanho da safra norte-americana e os estoques globais, com a expectativa de que o órgão confi rme uma produção volumosa nos EUA, o que poderá exercer uma pressão baixista sobre Chicago se não houver um corte signifi cativo nas estimativas para a Argentina. Entretanto, a situação na Argentina, que enfrenta calor estressante e seca severa com perdas projetadas na produtividade do milho semeado cedo, será o contraponto necessário para evitar quedas livres nas cotações internacionais.
- Plantio safrinha – No Brasil, a atenção do mercado estará voltada para a janela ideal de plantio da safrinha, essencial para a produtividade média nacional. No Mato Grosso, a semeadura já atingiu 28,30% da área estimada segundo o IMEA, saltando 12,71 pontos percentuais na última semana graças ao ritmo acelerado da colheita de soja. Ao mesmo tempo, isso representa 5% a mais do que o mesmo período do ano anterior. Nesse cenário, as condições climáticas para essa semana são chave para guiar os preços no curto prazo.
- Realidades regionais – O produtor deve estar atento ao fato de que, embora os preços internos estejam fi rmes, a entrada da safra de verão e o aumento das ofertas de milho por parte de produtores que precisam liberar espaço nos armazéns para a soja podem gerar janelas de queda temporária nas cotações físicas.
À semelhança das últimas semanas, a expectativa para esta é de um mercado mais frio e assimilando os números da safra, podendo recuar um pouco mais ao longo dos dias.
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Comunicação Grão Direto









