Aplicações envolvem desde sistemas preditivos para manejo climático e do solo até o monitoramento automatizado e o uso de gêmeos digitais
O uso de inteligência artificial no agro brasileiro avança de maneira acelerada e consistente. De acordo com a projeção da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), em parceria com o CEPEA-USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP, os investimentos em tecnologia no campo devem ultrapassar os R$ 25 bilhões em 2025, impulsionando tanto a grande agricultura quanto os pequenos e médios produtores, que encontram na inteligência artificial um meio de ampliar produtividade e viabilidade econômica.
Aplicações já consolidadas abrangem desde sistemas preditivos para o manejo climático e do solo até o monitoramento automatizado de pragas, sensores inteligentes e o uso de gêmeos digitais para simulação e teste de diferentes estratégias produtivas. Essa digitalização crescente permite ganhos expressivos, como a redução da aplicação de fertilizantes e o aumento médio da produtividade, além de contribuir ativamente para práticas ambientais mais responsáveis.
Ao integrar inteligência artificial em seus processos industriais e nas linhas agrícolas, a Fendt, fabricante alemã de máquinas e implementos agrícolas da multinacional AGCO, vem revolucionando o agronegócio brasileiro. Na Alemanha, local onde são fabricados os tratores da marca comercializados no Brasil, a inteligência artificial desempenha papel essencial no controle de qualidade dos produtos: as máquinas recém-produzidas passam por uma análise automatizada de imagens, comparadas aos dados do pedido, o que permite a identificação imediata de componentes ausentes ou imperfeições.
Esse sistema garante não apenas maior rigor nas etapas fabris, mas também oferece feedback visual instantâneo aos funcionários, acelerando e direcionando os ajustes necessários e elevando o nível de excelência da produção. Preocupada com a privacidade dos colaboradores, a Fendt também utiliza modelos específicos de inteligência artificial para preservar automaticamente os funcionários nas imagens, demonstrando responsabilidade no uso das novas tecnologias.
Tecnologia de ponta no maquinário – O impacto da inteligência artificial se estende aos produtos da marca. Em tratores, colheitadeiras e plantadeiras, a tecnologia permite o controle autônomo de seções, ajustes precisos e comunicação contínua com os implementos por meio do ecossistema FendtONE. Essa integração resulta em operações mais eficientes, com maior rendimento, economia de insumos e processos mais sustentáveis.
“A automação já é uma realidade no campo. Os equipamentos da Fendt possuem uma série de funções totalmente automatizadas. Manobras de cabeceiras são sempre o primeiro em melhor exemplo, em que o conjunto de trabalho, ao chegar no final de uma passada, realiza todo o processo de manobra, como redução de marcha, controle do implemento, a manobra em si e a retomada do trabalho; tudo de forma autônoma. E, para isso, o operador deve apenas indicar para qual lado o trator deve manobrar”, diz Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt.
Os dados obtidos em campo podem aumentar a produtividade de duas formas: a partir de informações da máquina e da operação, que, após análises de especialistas dos concessionários da Fendt, são enviados aos produtores relatórios e recomendações sobre o desempenho da frota e da operação, com sugestões de melhorias do processo. “A segunda forma é por meio de dados da lavoura, conhecidos como dados agronômicos. Nessa situação, os dados de produtividade são analisados e cruzados com dados de solo, relevo, clima, entre outros, fornecendo ao agricultor uma visão de onde sua lavoura apresenta melhor desempenho e onde há espaços para melhoria ou, então, locais onde há real limitação à produção”, complementa Santos.
No caso das colheitadeiras Fendt IDEAL, elas se destacam ao empregar algoritmos capazes de ajustar automaticamente diferentes parâmetros de funcionamento, elevando a produtividade, reduzindo significativamente o consumo de combustível e melhorando a qualidade dos grãos colhidos, estabelecendo novos padrões para o setor. A inteligência artificial também está presente nos pulverizadores que, por meio do processo de obtenção de imagens em tempo real, identificam os alvos de aplicação, especialmente plantas indesejáveis, realizando aplicações localizadas e direcionadas com extrema precisão.
Enxame de robôs e transformação no campo – Em dia com as tendências tecnológicas, a Fendt conta com o projeto Xaver, que estuda a automação total do plantio por meio do chamado “enxame de robôs”. “A essência desse projeto são os robôs autônomos Fendt Xaver, que trabalham em equipe, colaborando de maneira autônoma e eficiente em tarefas como a semeadura. A ideia principal é simplificar o processo com menos sensores, controles robustos e uma estrutura de hardware clara, tornando cada robô extremamente confiável e produtivo”, explica o executivo.
Ele destaca que os pequenos robôs operam em grupo no campo, permitindo a continuidade do trabalho sem interrupções, mesmo que uma das unidades apresente falhas. A gestão do Fendt Xaver é realizada por meio de uma solução na nuvem, na qual os dados são monitorados e controlados, facilitando o acesso remoto e a documentação precisa da semeadura. “Os benefícios desse projeto são a eficiência e a sustentabilidade. Pois, devido ao seu baixo peso, os robôs Fendt Xaver causam uma compactação mínima do solo e são projetados para operar 24 horas por dia, aumentando a produtividade e a eficiência energética, além da precisão agrícola, pois, com a navegação por satélite e a gestão de dados em tempo real, os robôs podem semear com precisão ao centímetro, otimizando o uso de sementes, pesticidas e fertilizantes”, completa.
A consolidação da inteligência artificial no agronegócio representa uma transformação profunda e irreversível, colocando empresas inovadoras, como a Fendt, na liderança de um novo ciclo de produtividade, sustentabilidade e competitividade no Brasil e no mundo. “A Fendt não para e, sendo uma marca relativamente nova no Brasil, lançamos recentemente um portfólio amplo, moderno e tecnológico para atender a agricultura brasileira, como uma linha de tratores para preparo e plantio muito ajustada à nossa realidade, a plantadeira Fendt Momentum e a linha Fendt IDEAL, que revelou ser a melhor colheitadeira em termos de rendimento operacional e qualidade de grãos, além do pulverizador Fendt Rogator que é, sem dúvida, o produto com melhor tecnologia de aplicação do mercado. E muito mais está por vir”, finaliza Santos.
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Fendt é a marca líder em alta tecnologia do Grupo AGCO para clientes com as mais elevadas exigências de qualidade em máquinas e serviços. Os tratores e colheitadeiras Fendt operam em todo o mundo em fazendas profissionais, bem como em aplicações não agrícolas. Os clientes se beneficiam da tecnologia inovadora para aumentar o desempenho, a eficiência e a economia. O uso de tecnologias Fendt economiza recursos e ajuda agricultores e empreiteiros a trabalharem de forma sustentável em todo o mundo.
Em suas instalações alemãs em Marktoberdorf, Asbach-Bäumenheim, Hohenmölsen, Feucht, Waldstetten e Wolfenbüttel, a AGCO emprega cerca de 6.600 pessoas em pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing, bem como em produção, serviço e administração.
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AGCO (NYSE: AGCO) é líder global no design, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas e de tecnologia de agricultura de precisão. A AGCO oferece valor para agricultores e clientes OEM por meio de seu portfólio de marcas diferenciadas, incluindo as principais: Fendt®️, Massey Ferguson®️, PTx e Valtra®️. A linha completa de equipamentos, soluções de agricultura inteligente e serviços da AGCO ajuda os agricultores a alimentar o mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e com sede em Duluth, Geórgia, EUA, a AGCO registrou vendas líquidas de aproximadamente 11,7 bilhões de dólares em 2024.









