Especialistas vão discutir como o El Niño pode influenciar a colheita, as floradas e a produtividade das lavouras de café na área de atuação da cooperativa
A previsão de um El Niño de forte intensidade para os próximos meses será um dos temas da 8ª edição do Fórum Café e Clima, promovido pela Cooxupé, no dia 29 de julho, às 14h, em Guaxupé (MG). O encontro vai discutir os possíveis impactos do fenômeno climático sobre a cafeicultura, com reflexos na colheita, florada, pegamento, desenvolvimento dos frutos e na produtividade das lavouras nas safras de 2026 e 2027.
Entre os palestrantes está o agrometeorologista e sócio-fundador da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, que apresentará projeções climáticas para os próximos ciclos produtivos do café. Segundo o especialista, o El Niño pode provocar um aumento do número de dias chuvosos no inverno, períodos de estiagem, temperaturas acima da média e maior irregularidade das chuvas.
“Um dos principais impactos do El Niño é o aumento da frequência de chuvas no inverno, o que pode dificultar a colheita e comprometer o estresse hídrico necessário à uniformidade das floradas”, explica Marco Antônio dos Santos.
O especialista destaca que a combinação entre maior frequência de chuvas e temperaturas elevadas pode influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras. Outro ponto de atenção é a possibilidade de períodos prolongados de estiagem, principalmente no Cerrado Mineiro, região que tende a sentir, com maior intensidade, alguns dos efeitos do fenômeno climático.
Marco Antônio enfatiza, ainda, que as decisões do produtor devem basear-se em dados técnicos e em projeções meteorológicas confiáveis.
“Apesar da previsão de um El Niño forte, não há motivo para decisões baseadas em informações alarmistas. Com planejamento e manejo adequado, é possível minimizar parte dos efeitos climáticos sobre a produção”, avalia.
Como participar do 8º Fórum Café e Clima Cooxupé – O evento acontecerá no auditório da cooperativa, em Guaxupé (MG), das 14h às 17h, com transmissão on-line e ao vivo pelo Portal Hub do Café e pela página da Cooxupé no YouTube.
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Data: 29 de julho de 2026 – quarta-feira | Horário: 14h às 17h
Local: Matriz da Cooxupé, em Guaxupé (MG) | Transmissão on-line: Hub do Café e canal da Cooxupé no YouTube
Programação das palestras
14h00: Abertura
14h15: Guilherme Vinícius Teixeira (Cooxupé) Condições meteorológicas e seus reflexos nas regiões cafeeiras da Cooxupé – Safra 2026/2027
15h00: Marco Antônio dos Santos (Rural Clima) Previsão do tempo para a safra de café 2026/27: com a previsão de um El Niño forte, o que esperar do clima para 2026 e 2027
15h40: Prof. Dr. José Donizeti Alves (UFLA) Diagnóstico fisiológico do clima na safra de café 2026 e medidas de preservação da capacidade produtiva para 2027 com a previsão de um El Niño forte
17h00: Encerramento
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Fundada em 1932 como cooperativa agrícola de crédito e transformada, em 1957, na Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé, quando iniciou as atividades de recebimento, processamento e comercialização de café, a Cooxupé faz parte da história da cafeicultura brasileira e avança a passos largos, levando seu café verde muito além da fronteira nacional. A sede da cooperativa está instalada no município mineiro de Guaxupé, onde também se localiza o Complexo Industrial Japy. Hoje, com mais de 60 anos de atividades voltadas ao café e 90 anos dedicados ao cooperativismo, a Cooxupé é referência na cafeicultura brasileira e reconhecida mundialmente como empresa de credibilidade na comercialização de café de qualidade do tipo arábica. A cooperativa mantém investimentos permanentes para a modernização de sua estrutura, que atualmente inclui armazenagem para mais de 6 milhões de sacas de café; laboratórios de controle de qualidade e de análise de folha e de solo; centro próprio de distribuição e cinco unidades industriais responsáveis, incluindo o Complexo Industrial Japy, empreendimento inovador que revolucionou a logística da cadeia produtiva do café e conferiu à Cooxupé pioneirismo na granelização. Atualmente, os cooperados entregam seus cafés a granel, o que trouxe mais competitividade, economia e qualidade de vida, tanto dentro quanto fora das lavouras.









