Com faturamento de R$ 500 milhões e meta de alcançar R$ 1 bilhão, empresa aposta na mecanização da agricultura familiar e lança seu primeiro trator agrícola
Enquanto o mercado brasileiro de máquinas agrícolas enfrenta um período de desaceleração, marcado pela restrição de crédito e pela queda nas vendas em diversos segmentos, a Branco optou por avançar. Em seu aniversário de 90 anos, a companhia anuncia a entrada em uma nova categoria de produtos com o lançamento de seu primeiro trator agrícola, voltado a pequenos e médios produtores rurais.
O equipamento de 25 cavalos de potência marca um novo capítulo na trajetória da empresa, cuja história está diretamente ligada ao agronegócio. Atualmente, o setor responde por cerca de 65% do faturamento da Branco, estimado em R$ 500 milhões anuais.
A entrada na categoria faz parte da estratégia de crescimento da companhia, que pretende dobrar de tamanho nos próximos anos e alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028.
“O trator simboliza os 90 anos da Branco. Ele representa nossa evolução no agro e reforça o compromisso de oferecer soluções que acompanhem o crescimento do produtor rural”, afirma Guilherme Baptista (foto), CEO da companhia.
“A aposta ocorre em um momento de transformação do campo brasileiro. Diferentemente dos fabricantes voltados para grandes propriedades, a Branco concentra sua atuação na agricultura familiar e nos pequenos e médios produtores que buscam ampliar produtividade e mecanizar suas operações”, acrescenta o executivo.
O novo trator completa uma trajetória iniciada há mais de quatro décadas, com o lançamento do Tratorito, equipamento que se tornou referência entre agricultores brasileiros. Desde então, a empresa desenvolveu uma linha de motocultivadores e microtratores voltados a propriedades de menor porte e agora amplia essa jornada com um modelo que oferece mais potência, conforto operacional e capacidade de trabalho.
A receptividade do mercado reforçou a estratégia da empresa. Apresentado pela primeira vez durante a Agrishow 2026, o trator registrou forte demanda mesmo antes da chegada das primeiras unidades ao país, prevista para o segundo semestre. Segundo a companhia, uma parte relevante da produção inicial já está comprometida.
“Acreditamos no potencial do agronegócio brasileiro a longo prazo. O setor é um dos pilares da economia nacional e vemos uma oportunidade importante de apoiar produtores que estão evoluindo da agricultura de subsistência para uma produção cada vez mais profissionalizada”, afirma Baptista.
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