Cooperativa de café distribuirá aos produtores associados R$ 185,6 milhões, o maior valor de sua história

A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé apresentou os maiores números de sua história no Balanço de 2025. O faturamento da Cooxupé alcançou R$ 16,99 bilhões, gerando R$ 470,3 milhões em resultados e distribuição de R$ 185,6 milhões em sobras para as famílias cooperadas na produção de café nas regiões do Sul de Minas, Cerrado mineiro, média mogiana do estado de São Paulo e Matas de Minas. Todos esses resultados são recordes e foram divulgados aos cooperados durante a Assembleia Geral Ordinária nesta sexta, 27/03.

Em 2025, a Cooxupé recebeu 6,075 milhões de sacas de café verde tipo arábica, das quais 4,8 milhões foram entregues pelos seus cooperados. Considerando este volume de recebimento, com base na CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento, a cooperativa representa 17% da produção de arábica do Brasil e 24% em Minas Gerais.

Os embarques somaram 6,078 milhões de sacas de café, sendo destinadas 4,8 milhões para a exportação direta e 1,2 milhão para o mercado interno. O mês de setembro registrou um recorde de embarque de café, com uma arremessa de 810.170 sacas somente neste período. A Cooxupé exporta para 50 países em cinco continentes, dentre eles Alemanha, Argentina, China, Canadá e Estados Unidos.

Já no segmento de cafés especiais, a SMC Specialty Coffees, empresa controlada pela Cooxupé, embarcou 192.792 sacas, sendo 167.979 para o mercado externo e 24.813 para o mercado interno. Foram atendidos 24 países, como Estados Unidos, Suíça, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul e Alemanha, entre outros.

“2025 foi um ano marcado pelo tarifaço, imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, e que, após muitas negociações, o cenário se reverteu para o alívio das exportações brasileiras. Ainda enfrentamos desafios com as questões portuárias, rendimento de safra abaixo do esperado, problemas climáticos e juros elevados. Por outro lado, os preços se mantiveram elevados para os produtores ao longo do ano, acima do custo de produção, e as exportações tiveram receitas positivas. Tudo isso, somado à capitalização do produtor e à participação dele na cooperativa, permitiu à Cooxupé um balanço com liquidez e um resultado operacional em níveis recordes”, explica o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo.

 

Perfil do Cooperado – A agricultura familiar predomina entre os cooperados da Cooxupé, como se observa também nos resultados. Em 2025, considerando o recebimento de café, 97,6% dos cooperados são mini e pequenos produtores. Já os médios, grandes e megas representam 2,4% desse universo.

 

Investimentos – No ano passado, a Cooxupé investiu R$ 105,2 milhões em reformas, obras, aquisições e inaugurações, como a do armazém de café em Caconde/SP; a mudança de local das unidades Avançadas de Itamogi e de Espírito Santo do Pinhal; a ampliação da Unidade Avançada de Boa Esperança, entre outros pontos, mantendo o contínuo desenvolvimento dos mais de 21 mil cooperados e a consolidação das atividades da própria cooperativa.

 

Torrefação expande atuação no Sul do Brasil – Em atividade há 41 anos, a Torrefação Cooxupé apresenta presença crescente no mercado brasileiro de cafés torrados, moídos e solúveis. No ano de 2025, com as marcas Café Evolutto e Prima Qualità, a cooperativa dobrou sua distribuição no varejo nacional, alcançando mais de 26 mil pontos de venda, por meio de 13 distribuidores, nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, com expansão para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No ano passado, a indústria torrefadora produziu mais de 15 milhões de quilos de café.

 

ESG – Outro destaque de 2025, apresentado no balanço da cooperativa, foi o “Gerações”, o programa próprio de sustentabilidade da Cooxupé, que abrange as diversas realidades dos produtores cooperados. O protocolo já foi validado pela Plataforma Global do Café (GCP) como equivalente ao seu Código de Referência de Sustentabilidade e também obteve o reconhecimento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como Programa de Promoção de Boas Práticas Agrícolas.

A Agenda ESG da cooperativa é extensa e inclui diversos programas, como o NEA – Núcleo de Educação Ambiental, que, entre as atividades realizadas, doou 29,8 mil mudas de espécies nativas para cooperados e instituições, e o Projeto de Cafeicultura Regenerativa, lançado para fortalecer a conservação da biodiversidade, os serviços ecossistêmicos e a resiliência ambiental das lavouras.

Em 2025, a Cooxupé foi eleita campeã de Sustentabilidade no Prêmio Melhores do Agronegócio.

 

Assistência Técnica – O Departamento de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé oferece aos cooperados assistência técnica gratuita e especializada, prestada por engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas. Em 2025, mais de 64 mil participantes participaram de 797 eventos promovidos pelo setor. Foram, ainda, 143.641 atendimentos gratuitos prestados às famílias cooperadas tanto diretamente no campo quanto nos núcleos da cooperativa.

“Os resultados alcançados são possíveis pela união e pela confiança entre a Cooxupé e seus cooperados, bem como pelo comprometimento dos nossos colaboradores. Os desafios foram muitos e os preços do café contribuíram para estes resultados históricos que alcançamos. A Cooxupé segue com seu planejamento estratégico para continuar a crescer e manter em evolução as atividades dos nossos cafeicultores”, conclui o presidente Carlos Augusto.

Fundada em 1932 como cooperativa agrícola de crédito e transformada, em 1957, na Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, quando iniciou as atividades de recebimento, processamento e comercialização de café, a Cooxupé faz parte da história da cafeicultura brasileira e avança a passos largos, fazendo com que o seu café verde vá muito além da fronteira nacional. A sede da cooperativa está instalada no município mineiro de Guaxupé, onde também se localiza o Complexo Industrial Japy. Hoje, com mais de 60 anos de atividades voltadas ao café e 90 anos dedicados ao cooperativismo, a Cooxupé é referência na cafeicultura brasileira e reconhecida mundialmente como empresa de credibilidade na comercialização de café de qualidade do tipo arábica. A cooperativa mantém investimentos permanentes para a modernização de sua estrutura, que, atualmente, inclui armazenagem para mais de 6 milhões de sacas de café; laboratórios de controle de qualidade e de análise de folha e solo; centro próprio de distribuição e cinco unidades industriais responsáveis, incluindo o Complexo Industrial Japy, empreendimento inovador que revolucionou a logística da cadeia produtiva do café e conferiu à Cooxupé o pioneirismo na granelização. Atualmente, os cooperados entregam seus cafés a granel, o que trouxe mais competitividade, economia e qualidade de vida dentro e fora das lavouras.

Phábrica de Ideias