Bioinsumos e fertilizantes especiais podem ser aliados estratégicos no manejo e reduzir a dependência de produtos importados
Diante de um cenário internacional de tensões, alternativas nacionais, como os bioinsumos e fertilizantes especiais, ganham mais importância nas práticas de manejo, num momento de crise nas importações de fertilizantes. São opções estratégicas, principalmente no período de preparo do solo, quando as escolhas nutricionais são decisivas para o desempenho das lavouras.
Nesse contexto, a pesquisa e a inovação no setor agrícola têm como foco atender à demanda por fertilizantes oriundos do mercado externo, contribuindo com novas tecnologias que geram resultados satisfatórios no campo. No caso dos macronutrientes essenciais — nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) — já existem soluções biológicas e tecnologias nacionais capazes de contribuir para a eficiência no uso desses elementos. “É claro que o setor de insumos pode contribuir com essas soluções, estendendo-as ao maior número de culturas possível, sabendo que, hoje, novas soluções ficam restritas a grandes culturas e à grande maioria das anuais”, observa Fabrício Silva, pesquisador do Campo Experimental da Satis.
No caso do nitrogênio, por exemplo, insumos biológicos atuam na fixação do nutriente presente no ar, tornando-o disponível para as plantas e reduzindo a necessidade de adubação mineral. No fósforo, tecnologias que aumentam a disponibilidade do nutriente no solo podem melhorar o aproveitamento pelas culturas, enquanto, no potássio, soluções complementares ajudam a promover a uniformidade e o desenvolvimento das plantas. “Pesquisas são essenciais para a descoberta de novos microrganismos capazes de desempenhar um papel na redução do uso de fertilizantes, contribuindo para a nutrição eficaz das plantas e reduzindo os custos para os produtores rurais”, complementa.
Manejo integrado – A adoção dessas ferramentas, além de impulsionar a cadeia nacional, deve ser vista como parte de um manejo integrado. Os bioinsumos e os fertilizantes especiais, cada vez mais, entram nessa equação como aliados estratégicos. A Satis tem-se dedicado constantemente ao desenvolvimento de alternativas para atender às demandas do produtor, combinando práticas para aumentar a eficiência, reduzir custos e mitigar riscos externos.
O uso de extratos de algas e vegetais, microrganismos, aminoácidos, entre outros, é uma ferramenta empregada na agricultura, assim como a nanotecnologia, para reverter a dependência de insumos do solo. Nessa linha, a Satis oferece um portfólio de soluções biológicas e nutricionais. Para o fornecimento de nitrogênio (N), os produtos incluem inoculantes e biofertilizantes que atuam na fixação biológica do nitrogênio, além de fontes equilibradas para suplementação.
No manejo de fósforo (P), nutriente essencial para os ciclos energéticos das plantas, destacam-se soluções que combinam fósforo com bioativação por meio de extrato de algas e outras que aumentam a disponibilidade do nutriente no solo. Já para potássio (K), importante para a qualidade e o desenvolvimento dos frutos, como alternativa, a empresa disponibiliza produtos que favorecem a absorção eficiente e contribuem para a uniformidade e a maturação das lavouras.
Readequação – Em momentos de insumos caros, é natural “repensar o manejo” e adequar à realidade do momento, sem descuidar da produtividade e do impacto que essa readequação pode gerar. “Esse é o momento em que precisamos olhar com muita atenção para todas as ferramentas que temos à nossa disposição. Em momentos de menor oferta de nutrientes para as plantas, tudo o que eu conseguir disponibilizar, a planta tem que ser muito eficiente no processo de absorção e utilização”, afirma Alécio Radons, engenheiro agrônomo e representante técnico de vendas da Satis.
Ele explica que o produtor precisa buscar alternativas que melhorem o enraizamento das plantas (aumentando a busca por água e nutrientes), bem como ferramentas biológicas que auxiliam na fixação biológica de nitrogênio – como é o caso do Bradyrhizobium japonicum e do Azospirillum brasilense – na cultura da soja, e do Azospirillum brasilense e do Methylobacterium symbioticum para melhorar a capacidade de fixação do nitrogênio atmosférico, principalmente em gramíneas.
Manejos nutricionais complementares via folha são alternativas que geram resultados muito positivos quando posicionadas corretamente. Esses manejos disponibilizam nutrientes em momentos específicos e de alta demanda pelas plantas, o que melhora os processos metabólicos e aumenta a produtividade. “Mais do que nunca, é preciso conhecimento técnico para traçar uma rota alternativa aos percalços do mercado e, assim, alcançar uma boa produtividade”, conclui Radons.
–
Especialista em desenvolver soluções em nutrifisiologia e adjuvantes para o campo, a Satis, com 25 anos de atuação no mercado brasileiro, volta o olhar para o futuro para, cada vez mais, entender e se antecipar às necessidades dos produtores com soluções adequadas ao agronegócio sustentável. Seu conceito “Lavoura saudável. Negócio sustentável” traduz e reforça a conexão da empresa com o campo e a importância de uma produtividade mais inteligente, alcançada por meio de tecnologias e manejos adequados, garantindo maior rentabilidade sem prejuízos ao meio ambiente.
A cultura da inovação, fomentada por meio de pesquisas em seu Campo Experimental, em Araxá (MG), de conhecimento técnico e de parcerias, é fundamental nessa jornada. Como resultado, a Satis oferece um amplo portfólio que contribui para o fortalecimento da raiz às folhas e para a melhor absorção de nutrientes, especialmente nas lavouras de milho, café, soja, feijão, trigo, arroz, algodão e HF. E sem descuidar também de tecnologias de aplicação que auxiliam as pulverizações agrícolas, reduzindo perdas e potencializando a ação dos produtos. A saúde das plantas é o primeiro passo para o bom desempenho das safras e a perenidade dos negócios.Das plantas é o primeiro passo para o bom desempenho das safras e para a perenidade dos negócios.









