Soluções com múltiplos modos de ação mantêm eficácia contínua e reduzem a pressão sobre moléculas químicas

 

A cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis) representa um importante desafio fitossanitário para a produtividade do milho. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apenas 10 cigarrinhas por planta são suficientes para comprometer seriamente a produtividade da cultura. “Esse dano resulta do enfezamento patógeno transmitido por este inseto, que impede a correta absorção de nutrientes”, explica a engenheira agrônoma Lauany Cavalcante, coordenadora de portfólio da Biotrop.

“Seu modo de ação é bem claro: ao succionar a seiva da planta, ela libera toxinas que causam o enfezamento. A pior notícia é que essa doença pode ser causada pela cigarrinha em qualquer estágio vegetativo do milho. Sua ação se estende a toda a lavoura, já que um único inseto portador do vírus é capaz de causar o enfezamento em mais de uma planta”, detalha Lauany.

Os desafios para o seu controle envolvem o clima, favorável ao aumento das infestações, especialmente na segunda safra, quando há altas temperaturas e aumento no volume de  precipitação. Além disso, a ocorrência do fenômeno La Niña intensifica ainda mais o desafio. A pressão cresce porque a cigarrinha está se multiplicando mais rápido, já que seu ciclo de vida encurtou de cerca de 22 para 15 dias, e, devido ao uso repetido de defensivos químicos, selecionou resistência a diversas moléculas.

“Como solução, recomenda-se o Manejo Integrado de Pragas (MIP), incluindo o químico, o biológico, o varietal e o cultural. Assim, o agricultor usufrui dos benefícios de cada tecnologia, incluindo o amplo espectro de ação dos bioinsumos e sua velocidade de controle”, ressalta a especialista da Biotrop.

Com esse conjunto de benefícios, o controle biológico ganha espaço no manejo da cigarrinha. Um diferencial decisivo é a capacidade de evitar resistência, já que os bioinsumos atuam por múltiplos mecanismos, como contato e ingestão. Formulado pelas bactérias Pseudomonas fluorescens e Pseudomonas chlororaphis, o bioinseticida Biokato® oferece essas vantagens.

Biokato®, produto que integra o portfólio de soluções da Biotrop, possui dois modos de ação. Na infecção por contato, ele age por contaminação tarsal. Nesse caso, a cigarrinha recebe aplicação direta ou passa sobre as folhas do milho tratadas. Nesse processo, os metabólitos produzidos pelas bactérias entram em contato direto com a cigarrinha, causando paralisia e, em seguida, a morte. Quando há infecção por ingestão, o inseto absorve esses compostos ao se alimentar da seiva e desenvolve anemia, já que outros metabólitos competem pelo ferro no intestino do inseto-vetor. O resultado é morte por inanição e desnutrição.

“Este é um dos principais diferenciais dos biológicos: eles atuam por mais de um modo de ação e, por isso, apresentam melhor controle do alvo”, finaliza a coordenadora da BIOTROP.

A Biotrop é uma das líderes em soluções biológicas e naturais para o agronegócio. Tem como foco a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras, visando contribuir para uma agricultura sustentável, saudável e regenerativa. Com Centros Avançados de Multiplicação de Microrganismos (CAMMs) em Curitiba (PR) e Jaguariúna (SP) e distribuidores parceiros em vários países, a empresa oferece as melhores soluções biológicas e naturais ao mercado. Desde 2023, a BIOTROP integra o Grupo BioFirst, que é líder global em tecnologias biológicas e naturais, com presença em mais de 70 países.


Texto Comunicação Corporativa