Estratégia amplia prenhezes dentro da mesma estação e fortalece a produção de bezerros mais uniformes e valorizados
Com participação decisiva na economia brasileira, a pecuária de corte busca continuamente elevar a produtividade e a eficiência. Nesse cenário, cresce a adoção de ferramentas reprodutivas capazes de encurtar ciclos, melhorar os índices e aumentar o número de bezerros nascidos no início da estação.
Entre essas ferramentas, a ressincronização vem ganhando espaço como uma das estratégias mais consistentes para elevar a taxa de prenhez nas fazendas.A técnica consiste em realizar uma segunda — ou até mais — inseminação artificial em tempo fixo (IATF) na mesma estação reprodutiva, destinada às fêmeas que não conceberam no primeiro serviço.
Segundo o gerente Advantage da Alta, Adnan Rodrigues, o método permite corrigir rapidamente falhas iniciais e manter o avanço reprodutivo no prazo planejado. “Após o diagnóstico de gestação, identificamos matrizes vazias e reiniciamos um novo protocolo. Esse processo pode ocorrer de forma tradicional, por volta de 30 dias após a IATF, ou de maneira antecipada, com a ressincronização precoce e a superprecoce, que começam antes mesmo do diagnóstico”, explica.
Mais prenhezes cedo, mais produtividade – Para Adnan, o avanço da técnica no país é reflexo dos resultados observados no campo. “A ressincronização aumenta a velocidade com que as vacas emprenham, o que é crucial para a rentabilidade. Quando mais fêmeas concebem logo no início da estação, maior é a produção de bezerros do cedo, animais nascidos em condições nutricionais e sanitárias favoráveis, que crescem mais rápido e desmamam mais pesados”, destaca.
O especialista reforça que o desempenho superior desses bezerros não é casual. Eles nascem ao final da estação seca, quando a pressão de parasitas é menor e o ambiente favorece o desenvolvimento inicial. “O impacto é direto no valor final: lotes mais uniformes, animais mais pesados e maior retorno ao produtor”, complementa.
Retorno financeiro e ganho genético – Além de ampliar o número de prenhezes, a ressincronização reduz o custo por gestação, especialmente em categorias mais desafiadoras, como as primíparas.
“Ao aumentar a proporção de prenhezes por IATF, o produtor também amplia a participação em acasalamentos dirigidos, o que gera ganho genético adicional. Em muitos casos, abre-se espaço para estratégias de cruzamento industrial, agregando ainda mais valor ao sistema”, acrescenta Adnan.
Tipos de ressincronização – A estratégia pode ser aplicada de três formas:
- Tradicional: inicia cerca de 30 dias após a primeira IATF.
- Precoce: inicia-se por volta dos 22 dias, antes do diagnóstico de gestação.
- Superprecoce: inicia-se no 14º dia pós-inseminação, acelerando ainda mais o processo.
A escolha depende do sistema e da meta de cada propriedade.“Planejamento é o ponto de partida. É fundamental entender a duração da estação, a categoria das matrizes e as metas de produção para definir qual ressincronização faz mais sentido”, finaliza.
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A Alta é líder mundial no mercado de melhoramento genético bovino. Com matriz em Calgary, no Canadá, atua em mais de 90 países, com nove centrais de coleta.No Brasil, a Alta mantém escritório administrativo e uma moderna central de biotecnologia e difusão genética em Uberaba/MG, onde anualmente recebe mais de 12 mil visitantes.
A Alta contribui diariamente para o desenvolvimento da pecuária mundial por meio de sua estreita relação com o pecuarista, do auxílio de profissionais altamente qualificados, de modernas instalações e do emprego de tecnologias pioneiras, e visa melhorar a lucratividade de cada rebanho, por meio da entrega genética de confiança e de serviços de manejo de alta qualidade.









