Segundo Ministério da Agricultura e Pecuária, a previsão é que a região chegue a 8,9 milhões de hectares até o final de 2023

Intitulada como “última fronteira agrícola do país”, o “Matopiba” ou “Mapitoba”, espaço que corresponde hoje a 7,4 milhões de hectares de plantio e atravessa os estados do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins, tem se tornado a região destaque do agronegócio brasileiro, com a maior média nacional em crescimento da produção de grãos, atingindo 20% ao ano.

Para o consultor técnico de produtos na TMG – Tropical Melhoramento & Genética – empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho, que busca trazer inovação ao campo, Diego Palharini, esse resultado é possível devido o Matopiba ser uma ampla região adaptativa, “é uma grande área de plantio, entretanto há características de plantio bem similares em cada um dos estados que a compõe, como solos arenosos, mesmo período de semeadura, colheita e regime de precipitações, de 1000 a 1200 milímetros por ano, se tornando diferente das outras áreas de plantio brasileiras, como a região Sul”.

 

TMG 2383 IPRO – Principal produto da TMG no Matopiba, a soja TMG 2383 IPRO, possui a adaptação necessária ao solo e clima da região, e apresenta o pré-requisito de plantio: resistência ao cisto da soja raças 1 e 3. “Podemos considerar essas duas raças como as que mais causam problemas ao Cerrado brasileiro, sendo mais presente em plantações da Bahia, porém no momento estão se expandindo para as cultivares dos outros estados da fronteira agrícola”, explica.

Outro desafio para o Matopiba é a indefinição de clima. “Devido ao fenômeno La Ninã, a região tem passado por grande variedade climática durante os últimos cinco anos, com períodos de chuva seguidos por estiagens, contudo foi visto que a cultivar se manteve com boa estabilidade de produção, considerado, para nós, o fator de sucesso do plantio”, aponta. Com popularidade entre os produtores rurais da fronteira, a TMG 2383 IPRO possui maturação 8.3, ciclo médio de 130 dias e sanidade foliar, cumprindo com as necessidades de plantio da área.

“Entretanto, é importante que o produtor rural esteja ciente do posicionamento correto da cultivar em sua época de plantio, que vai de outubro a novembro, a fim de atingir o potencial produtivo da plantação”, explica. Segundo ele, se o produtor não fugir desse período, obterá sucesso. Para esse propósito, Palharini informa que a TMG procura estar cada mais perto do produtor rural, entendendo suas demandas e informando as dicas de plantio.

 

Expansão da TMG no Matopiba – De acordo com o consultor, a TMG é consolidada em todas as regiões da fronteira agrícola, e para continuar em constante crescimento, a empresa conta com equipes de desenvolvimento e pesquisa que buscam entender as necessidades de todas as microrregiões do Matopiba. “Há muitas similaridades entre elas, porém existem diferentes características de plantio que devem ser consideradas. Hoje, dos 7,4 milhões de hectares para plantio, estamos presentes em 8% deles, aproximadamente 600 mil hectares, nos tornando a terceira maior empresa de agronegócio da região, correspondendo ao 2º material mais plantado da Bahia e entre os cinco primeiros do Maranhão e Piauí”, conclui.

A TMG – Tropical Melhoramento e Genética, empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho trabalha para entregar inovação ao campo, contribuindo para atender a demanda mundial de grãos e fibras de forma sustentável. Em 2021, completa 20 anos de atuação em todo o Brasil. A matriz da TMG está localizada em Cambé (PR), e tem unidades nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul, principais regiões produtoras brasileiras com ensaios e experimentos de campo. Na safra 2020/21, conquistou a liderança do mercado de algodão, segundo a pesquisa BIP® Algodão da Spark. A empresa possui parceria comercial e cooperação técnica com as principais companhias multinacionais do segmento.

CDI Comunicação