Mistura incorreta no tanque é o “inimigo invisível” e pode anular o efeito dos microrganismos na lavoura
A agricultura brasileira entra em uma nova fase tecnológica com a ascensão dos bioinsumos. O produtor rural, que antes dependia quase exclusivamente de insumos químicos, hoje adota um manejo integrado, combinando no tanque fertilizantes foliares e produtos biológicos (como bactérias e fungos benéficos). Essa associação, quando realizada corretamente, pode promover sistemas mais sustentáveis e rentáveis.
No entanto, especialistas alertam para um “inimigo invisível” nessa operação: a incompatibilidade química, que pode matar os microrganismos e causar prejuízo. Conforme destaca o gerente de Produtos da Fortgreen, empresa de referência em nutrição vegetal e tecnologia de aplicação, João Vidotto, o produtor raramente aplica produtos isolados, optando por misturas para otimizar a operação. Nesse caso, o problema reside nas características químicas da calda.
“Muitas vezes, o produtor mistura um fertilizante químico a um produto biológico sem saber se há compatibilidade. Fatores como a salinidade excessiva ou o pH da calda podem matar o microrganismo vivo, o que chamamos de incompatibilidade biológica”, alerta Vidotto.
Nesse cenário, o agricultor paga por uma tecnologia de ponta, mas a eficiência dela é anulada no momento da aplicação. “Quem paga o preço é o produtor, que compra um produto caro e perde performance ao misturá-lo a outro produto antagônico”, reforça o gerente da Fortgreen.
Benefícios do uso associado na prática – “Alguns produtos biológicos contribuem para aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimulam o desenvolvimento radicular. Isso resulta em uma maior capacidade das plantas de absorver os nutrientes fornecidos pelos fertilizantes. É um ciclo virtuoso”, explica o coordenador de Desenvolvimento de Mercado da F1rst Agbiotech, companhia especializada em inovações biológicas para a agricultura, Victor Afonso. Ele enfatiza que a tendência de crescimento é contínua e motivada pela eficiência agronômica.
Tecnologias como microrganismos mitigadores de estresse, fixadores de nitrogênio foliar e solubilizadores de fósforo estão em plena expansão, acrescenta Afonso: “Produtores que utilizam esse modelo associado relatam maior uniformidade das lavouras e equilíbrio fisiológico e nutricional, especialmente em solos menos férteis ou sob condições climáticas desafiadoras”.
A busca pelo efeito aditivo pode ser a resposta — a solução para esse gargalo passa pelo desenvolvimento de fertilizantes especificamente concebidos para conviver com a biologia. Vidotto cita o exemplo da linha Special Dry, da Fortgreen, desenvolvida para garantir essa convivência harmônica.
“O objetivo da indústria agora é alcançar o chamado ‘efeito aditivo’ ou sinérgico. O fertilizante ideal pode servir como substrato para que aquele microrganismo performe melhor, e, quando associamos os dois, queremos que a resposta produtiva seja superior à soma das partes isoladas”, diz.
O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da F1rst Agbiotech corrobora a visão, lembrando que alguns fertilizantes já incorporam substâncias orgânicas que estimulam a colonização microbiana, melhoram a infiltração de água e ainda proporcionam benefícios à estrutura do solo a longo prazo. “Ainda temos desafios, como a necessidade de maior entendimento sobre a compatibilidade e a variabilidade de qualidade no mercado, mas a eficiência tende a se ampliar quando unimos nutrição e biologia com critério”, finaliza Afonso.
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Fundada em 2022, a F1rst Agbiotech nasceu com o propósito de transformar a agricultura por meio de soluções biológicas inovadoras. A empresa, com sede e fábrica em Paiçandu (PR), dedica-se a pesquisar, desenvolver e aplicar tecnologias que utilizam a inteligência da natureza para promover lavouras mais produtivas e sustentáveis. Assim como a Fortgreen, faz parte do Grupo Origin Enterprises PLC, com presença na América Latina e na Europa. A F1rst combina conhecimento científico e experiência de campo para oferecer bioinsumos de alta performance, contribuindo para o futuro da agricultura e para a rentabilidade do produtor rural.–
Há mais de 20 anos, a Fortgreen se dedica a transformar a agricultura por meio de soluções inovadoras em nutrição e tecnologia de aplicação. Presente em sete países (Brasil, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Romênia, Reino Unido e Polônia), a empresa se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e pelo suporte técnico altamente especializado.Desde 2019, faz parte do Grupo Origin Enterprises PLC, fortalecendo o compromisso com as pessoas, a pesquisa, a inovação e a qualidade para atender às demandas do campo com excelência.
A infraestrutura conta com um moderno parque fabril de 10 mil m² em Paiçandu (PR) e de 6,3 mil m² em Varginha (MG), além de centros de distribuição estratégicos em todo o Brasil, garantindo eficiência e proximidade com o produtor rural.





