No período de negociação da reposição de animais, áreas de pastagem podem receber menos cuidados de manejo; isso favorece o desenvolvimento de invasoras, que impactam diretamente na qualidade das forrageiras; a aplicação de herbicidas é a ferramenta para o controle do problema.
Na pecuária, os primeiros meses do ano são marcados por uma retração no mercado de reposição de bovinos, devido a diversos fatores. No período, os pecuaristas adotam estratégias para evitar prejuízos na relação de troca. Com isso, as áreas de pastagem que servem de alimentação ao rebanho a ser reposto ou formado para engorda podem ficar em espera. Por esta razão, pode ocorrer crescimento acelerado de capim, devido às condições climáticas da época, além de favorecer o surgimento de plantas daninhas. As invasoras impactam a qualidade das forrageiras e, consequentemente, a produtividade de leite e arroba (@). Neste cenário, para o controle das plantas daninhas, o produtor deve realizar o manejo do pasto com herbicidas.
“A depender do tempo em que a área permanece sem pastejo, as forrageiras crescem além do ponto, apresentando alongamento de colmos, aumento do teor de fibra, menor digestibilidade e, portanto, redução do seu valor nutricional para o desempenho animal. Além disso, há plantas daninhas. Quando os animais retornarem, não haverá pasto em condições adequadas para alimentação. Por isso, é sempre importante que o produtor planeje o manejo das áreas de pastagem nos principais ciclos da pecuária”, explica Thaís Lopes, Gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience.
Invasoras no superpastejo – Thaís destaca que não é apenas em áreas de pastagem sem pastejo regular que as plantas daninhas podem surgir. “Os pecuaristas, que neste momento precisam reter animais, aguardando o melhor momento para a comercialização, podem acabar gerando superlotação e possível degradação do seu pasto. A prática também favorece a emergência de invasoras, já que o capim demora a se recuperar e as condições climáticas quentes e úmidas, com chuvas regulares, favorecem muito a proliferação. Neste cenário, o ideal é ter um bom planejamento para que o manejo seja adequado à necessidade da atividade e que se aproveite a temporada das chuvas para evitar a falta de alimento no período da seca”, aponta.
De acordo com Thais, não basta, no entanto, realizar boas aplicações se não houver um bom dimensionamento da capacidade máxima de suporte das pastagens, pois, em caso de superpastejo, haverá redução da massa de capim e aumento da área de solo exposto, criando condições para compactação do solo, processos erosivos e germinação do banco de sementes de plantas daninhas. Portanto, respeitar a taxa de lotação da pastagem é tão importante quanto adotar tecnologias de controle. Uma boa aplicação, combinada à adequada lotação, garante não apenas eficiência agronômica, mas também sustentabilidade econômica da atividade.
Como controlar as plantas daninhas – No desafio do controle das plantas daninhas, o pecuarista deve investir em herbicidas com tecnologias avançadas. Para isso, a Linha Pastagem da Corteva, no mercado há mais de 65 anos, principal empresa do setor com foco em pesquisa e desenvolvimento de herbicidas para pastagem, lançou soluções com a nova molécula Aminociclopiracloro (ACP), que desencadeia respostas hormonais em plantas infestantes de folhas largas. A inovação foi desenvolvida para auxiliar o pecuarista a lidar com esses desafios, eliminando a matocompetição (competição por água, luz, nutrientes e espaço) e aumentando a produtividade e a qualidade do pasto, e está presente nos herbicidas Navius® e Juvix®.
Navius® possui uma formulação pioneira, granulada e homogênea, de fácil diluição e sem odor. O produto combina dois ingredientes ativos, Aminociclopiracloro e Metsulfurom-metílico, que atuam de forma sistêmica, sendo absorvidos rapidamente por meio das folhas. O herbicida Navius® é utilizado para o controle em pós-emergência de plantas infestantes de folhas largas, de porte herbáceo, semi-arbustivo e arbustivo, em pastagens já implantadas.
Para o controle de plantas daninhas de folhas largas de difícil controle, a Linha Pastagem oferece a solução Juvix®. Este produto possui formulação líquida (SL) e é indicado para aplicação no toco da planta roçada, em cortes de até 10 centímetros de profundidade. Juvix®, que contém aminociclopiracloro como ingrediente ativo, proporciona maior facilidade e conveniência na aplicação localizada, permitindo o uso de foice ou de roçadeira. Em testes, a solução apresentou um ganho de até 40% de desempenho em plantas específicas, em comparação com o tratamento padrão, além de otimizar o tempo e a força de trabalho, com um ganho de rendimento da operação três vezes maior em comparação com o padrão de mercado.
Investir no manejo adequado de pastagem com tecnologias, como as novas soluções da Corteva, garante eficiência agronômica e sustentabilidade econômica da atividade. “O equilíbrio entre o controle químico com herbicidas e outras estratégias, como, por exemplo, controle da lotação do rebanho na área, é fator decisivo para manter a sustentabilidade da atividade pecuária, garantindo produtividade e competitividade frente ao mercado de bovinos”, finaliza Thaís.
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