Soluções com know-how alemão aumentam eficiência, previsibilidade e competitividade nas cadeias logísticas brasileiras

Em um país de dimensões continentais e de desafios estruturais complexos como o Brasil, a construção de uma cadeia logística eficiente é um objetivo estratégico para a competitividade industrial. Nesse cenário, o know-how logístico alemão tem sido uma referência crescente para empresas brasileiras que buscam integrar suas operações ao comércio internacional com mais confiabilidade, visibilidade e controle.

Segundo Milane Brixi, consultora internacional da Forvm Comércio Exterior, empresa de Joinville (SC) especializada em soluções estratégicas de logística e comércio exterior, os desafios enfrentados pelas empresas no Brasil vão muito além dos custos. “São estruturais, operacionais e estratégicos. A forte dependência do transporte rodoviário, a baixa previsibilidade e os gargalos portuários são apenas parte do problema. Soma-se a isso a burocracia, os sistemas pouco integrados e a digitalização desigual”, afirma.

Para Milane, superar essas barreiras exige planejamento logístico integrado, visão estratégica e a adoção de soluções tecnológicas, muitas já aplicadas com sucesso por empresas com DNA alemão. “Nosso trabalho na FORVM é justamente o de apoiar a tomada de decisão com base em simulações logísticas, planejamentos integrados e análises de impactos regulatórios. O foco vai além do custo; está na construção de vantagem competitiva ao longo de toda a cadeia logística”, complementa.

Entre as boas práticas já adotadas com bons resultados no Brasil, inspiradas no modelo logístico alemão, estão a formação de consórcios logísticos, o compartilhamento de centros de distribuição, a integração entre modais e o foco na padronização de processos com confiabilidade operacional.

 

Modernização portuária e novas tendências – Os portos brasileiros também têm passado por um processo consistente de modernização, com a aquisição de equipamentos de alta performance, muitos deles de origem alemã. “Há incentivos governamentais, linhas de financiamento e programas de cooperação Brasil-Alemanha que fortalecem a transferência de tecnologia e a adoção de melhores práticas internacionais”, explica Milane.

Para o futuro, a consultora aponta transformações importantes no horizonte, como a integração real entre os modais (rodoviário, ferroviário, portuário e cabotagem), a digitalização completa dos processos documentais, o uso de inteligência artificial aplicada à logística e o avanço da chamada logística verde, com frota eletrificada, biocombustíveis e rastreamento de emissões como diferencial competitivo para os mercados internacionais.

Nesse cenário de transformação, a parceria entre empresas brasileiras e alemãs assume um papel central. “Essas parcerias impulsionam a adoção de modelos avançados de planejamento e aumentam a confiabilidade operacional”, destaca Milane.

A própria Forvm é um exemplo desse movimento. A empresa mantém uma parceria estratégica com a AHK Paraná, o que amplia seu acesso ao ecossistema logístico-industrial alemão. “Essa conexão nos permite antecipar tendências, participar de rodadas de negócios e construir pontes comerciais sólidas com a Alemanha. É uma via de mão dupla que envolve a troca de conhecimentos, o desenvolvimento de projetos conjuntos e o reforço da credibilidade institucional no cenário internacional”, conclui.

Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Essa é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida por Lourdes Manzanares, a primeira diretora mulher da AHK Paraná.

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