Feijão da seca, milho safrinha e café roubam a cena com altos índices de produção e produtividade. Soja ganha 2% em área e se mantém como principal grão cultivado em São Paulo. 

Já estão disponíveis os dados referentes a segunda previsão e estimativa da safra. As informações foram coletadas pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), entre os dias 10 de abril e 18 de maio de 2023, e sistematizadas pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), ambos vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e são importantes para acompanhar a evolução das principais culturas agrícolas do Estado e subsidiar a tomadas de decisão dos produtores rurais, formuladores de políticas públicas e demais elos da cadeia produtiva.

Os resultados agregados indicam redução de 2,8% na área plantada e de 0,4% na produção, enquanto a produtividade da terra apresentou acréscimo de 2,2%. O conjunto das culturas anuais apresenta expansão de 0,7% na área plantada, crescimentos de 4,1% na produção e de 3,4% na produtividade, devido ao bom desempenho do grupo dos grãos. No caso das culturas perenes e semiperenes, observa-se retração tanto na área cultivada (-4,1%) quanto na produção (-2,1%). A produtividade nesse grupo de culturas apresentou elevação de 1,8%, explicam os pesquisadores.

 

Principais destaques:

  • Soja – a área em produção deve ser 2,2% superior a anterior, chegando a 1.292 mil hectares. A produção estimada é de 4,8 milhões de toneladas. Relacionando-se a área em produção e a produção esperada, obtém-se uma produtividade média de 3.727 kg/ha, resultado 4,3% superior ao obtido no ciclo 2021/22. As principais regiões produtoras de soja são Itapeva (18,9%), Assis (11,5%) e Ourinhos (10,2%), que juntas contabilizam 40,6% do total.
  • Os dados relativos ao Milho Safrinha evidenciam redução de 2,9% (471,8 mil hectares). Sobre a produtividade, os resultados mostram aumento de 18,6%, em relação a 2021/22, verificado em 5.349 kg/ha; com isso, o volume de produção deve ser ampliado em 15,2% e estimado em 2,5 milhões de toneladas. As regiões com maior expressão produtiva de milho safrinha no estado são Assis (28,0%), Itapeva (19,1%) e Ourinhos (17,9%), que contabilizadas somam 65,0% do total. Com relação ao Milho 1ª Safra, a área em produção prevista é de 300,9 mil hectares, redução de 9,7% em relação à safra anterior. A produtividade é de 6.818,0 kg/ha, resultado 1% inferior à de 2021/22 e, com isso, a produção esperada é 10,7% menor do que a obtida no último ciclo. As principais regionais produtoras são Itapeva (14,1%), São João da Boa Vista (12,0%) e Itapetininga (11,5%), totalizando uma produção de 37,6%.
  • Café – estima-se uma colheita de 4,9 milhões de sacas de 60 kg (293,6 mil toneladas), volume 10,5% superior ao obtido na safra anterior. A queda da área em produção (-4%) é compensada pelo forte incremento na produtividade (+15%). As principais regiões produtoras de café no estado são Franca (41,4%) e São João da Boa Vista (23,4%), que juntas representam 64,8% da estimativa de produção.
  • Amendoim – a área de plantio deve atingir 179,9 mil hectares, 3,1% maior em relação à safra anterior, com produtividade média de 3.935 kg/ha e produção de 708 mil toneladas (6,5% superior à obtida em 2021/22). As regiões de Tupã (14,4%), Marília (12,9%), Presidente Prudente (10,4%) e Jaboticabal (10%) são responsáveis por 47,8% do total produzido no Estado.
  • Para o Feijão da Seca, o segundo levantamento apresenta uma área cultivada em 16 mil hectares e produção estimada em 41,8 mil toneladas (695,9 mil sacas de 60 kg). Na comparação com os dados levantados na safra anterior, houve reajuste de 26,4% no plantio e aumento de 33,9% no volume a ser colhido, proporcionando ganhos de 5,9% de produtividade, equivalentes a 43,5 sc. 60 kg/ha (2.611 kg/ha), cerca de duas sacas a mais ante a safra 2021/22. As regiões mais importantes na produção dessa safra são Itapeva (24,1%), Avaré (22,5%), São João da Boa Vista (19,3%) e Mogi-Mirim (10,1%).
  • O levantamento de abril de 2023 para a Mandioca Industrial aponta para uma área de 64,7 mil hectares, 2,1% menor que a da safra passada, e produção de 1.258,7 mil toneladas, 2,4 % maior que a da safra passada. A produtividade cresceu 6,4%, chegando aos 27.163 kg/ha. As principais regiões produtoras são Assis (17,4%), Tupã (16,3%) e Ourinhos (15,3%), que juntas somam 49,0% da produção paulista. Menos promissores são os dados da Mandioca para Mesa que apresenta redução de área cultivada (-2,1%), totalizando 21,6 mil hectares. A produção também apresentou queda de 3%, atingindo 295 mil toneladas, com produtividade de 17.261 kg/ha, 0,9% menor em relação à safra anterior. As principais regiões produtoras são Mogi-Mirim (27,6%), Jaboticabal (7,5%) e Presidente Venceslau (5,5%), que juntas somam 40,6% da produção estadual. 

O próximo levantamento das safras do Estado de São Paulo, a ser realizado em junho, encerra o ano-safra 2022/23, com informações mais precisas sobre área, produção e produtividade das culturas perenes. Também no levantamento de junho, informações sobre plantio, previsão de produção e área serão disponibilizadas para culturas anuais.

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Por Nara Guimarães 
Assessoria de Comunicação da

Secretaria de Agricultura e Abastecimento