Aumento da pressão de pragas em áreas próximas a lavouras exige monitoramento antecipado para evitar perdas severas de forragem e produtividade animal
A intensificação dos ataques de lagartas nas pastagens brasileiras tem acendido um alerta entre os pecuaristas. Tradicionalmente consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm apresentando aumento populacional mais frequente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela expansão de cultivos transgênicos resistentes a lagartas e pelas mudanças no sistema produtivo no campo. O impacto é direto na produção pecuária: quando não controladas rapidamente, as lagartas podem comprometer o estabelecimento das pastagens e reduzir drasticamente a oferta de forragem para o rebanho.
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, o cenário exige atenção, principalmente durante o período de formação das pastagens. “Muitos pecuaristas ainda enxergam as lagartas como uma ameaça secundária, mas, hoje, a realidade é diferente. Temos observado ataques mais agressivos e frequentes, principalmente em áreas vizinhas às áreas agrícolas. Em altas infestações, as lagartas conseguem consumir praticamente toda a área foliar disponível em poucos dias, comprometendo o desenvolvimento da forrageira e a capacidade de lotação da área”, alerta Corsini.
Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir, em média, cerca de 140 cm² de folha de capim ao longo de seu desenvolvimento. A maior parte deste consumo ocorre nos dois últimos estágios larvais, que correspondem a 85% do consumo total de alimento do inseto. “O pecuarista precisa entender que o controle precoce faz toda a diferença, sendo recomendável nos primeiros cinco a dez dias após a eclosão do ovo. Além disso, é necessário ter atenção especial no período das chuvas e o monitoramento das mariposas adultas é extremamente eficiente para antecipar surtos populacionais e evitar prejuízos maiores”, explica o gerente de Marketing Regional da IHARA.
Ciclo da lagarta exige atenção logo no estabelecimento das pastagens – O período de formação das pastagens é considerado o mais vulnerável a ataques de lagartas. Isso ocorre porque, logo após a germinação, as pequenas plantas forrageiras ainda apresentam baixa capacidade de recuperação diante do consumo foliar intenso causado pelas pragas.
A lagarta-do-cartucho, também conhecida como lagarta-militar, passa por quatro fases de desenvolvimento: ovo, lagarta, pupa e adulto. A incubação dos ovos ocorre em cerca de três a quatro dias, enquanto a fase larval, na qual ocorre o consumo da forrageira, pode durar de 16 a 20 dias.
Inicialmente, as lagartas raspam as folhas das forrageiras, mas, à medida que crescem, passam a consumir a planta das bordas para o centro, podendo acabar com a área foliar por completo. Após a fase larval, o inseto entra no estágio de pupa, permanecendo protegido no solo por aproximadamente 10 dias até emergir como mariposa adulta. O ciclo recomeça com a oviposição das fêmeas que podem depositar entre 300 e 1.000 ovos nas pastagens, favorecendo explosões populacionais em curto espaço de tempo.

Manejo integrado reduz perdas e preserva a produtividade – Especialistas reforçam que o monitoramento das mariposas adultas, responsáveis pela postura dos ovos, permite prever, com antecedência de até duas ou três semanas, o aumento populacional das lagartas no campo. “Quando o produtor identifica cedo a presença de mariposas, ele ganha tempo para planejar o controle antes que a infestação se torne severa”, destaca Gustavo Corsini.
De forma geral, infestações com entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado já justificam o início das operações de controle. Outro ponto de atenção é que os ataques normalmente começam em reboleiras e podem evoluir rapidamente para movimentos migratórios, quando as lagartas caminham em massa em busca de novas áreas com alimento disponível. Quanto antes o foco inicial for controlado, menores serão o custo e o impacto na produção de forragem.
Outro fator que preocupa especialistas é a migração das lagartas de áreas agrícolas para as pastagens. Em lavouras de milho, por exemplo, parte das populações pode buscar novas fontes de alimento em áreas de braquiária e de panicum. “Hoje, há uma integração muito grande entre a agricultura e a pecuária. Por isso, o manejo fitossanitário precisa ser planejado de forma regional e estratégica. O problema não está apenas dentro da porteira da pastagem, mas também no entorno dela”, acrescenta o engenheiro agrônomo da IHARA.
O manejo integrado combina monitoramento constante e a adoção de inseticidas, que vêm ganhando espaço por apresentarem eficiência no controle sem comprometer inimigos naturais importantes para o equilíbrio do sistema produtivo. “O pecuarista que utiliza inseticidas corretamente, agindo nos focos iniciais, consegue preservar a produtividade da pastagem, reduzir custos e evitar perdas no desempenho animal”, orienta Corsini.
Para auxiliar os pecuaristas no manejo fitossanitário, a IHARA oferece soluções desenvolvidas para o controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e da cigarrinha-das-pastagens (Mahanarva). O inseticida ZEUS apresenta ação rápida e prolongada, contribuindo para maior massa de forragem verde, principalmente em espécies de Brachiaria brizantha, favorecendo o aumento da taxa de lotação animal por área. A tecnologia também auxilia na rotação de mecanismos de ação, estratégia considerada fundamental para evitar o avanço da resistência das pragas.
“Em dois anos de ensaios com ZEUS, o produto apresentou eficácia superior a 95%, um resultado extremamente relevante para o pecuarista. A eliminação eficiente das pragas nas pastagens se reflete diretamente no aumento da produtividade animal e na rentabilidade da atividade”, ressalta o consultor da Fundação MT, Thiago Trento.
Cigarrinha também preocupa pecuaristas — além das lagartas, outro inimigo silencioso das pastagens brasileiras é a cigarrinha-das-pastagens. O inseto sugador injeta toxinas nas gramíneas forrageiras, causando amarelecimento, seca das folhas e redução expressiva da produção de biomassa. Estudos apontam que infestações severas podem reduzir a disponibilidade de forragem em até 70%, impactando diretamente o ganho de peso dos animais e a lotação das áreas.
“A cigarrinha tem nos deixado extremamente preocupados porque, ano após ano, a infestação vem aumentando. Nunca vimos uma pressão tão intensa como nas últimas safras”, relata o pecuarista Henrique Prata.
Segundo Gustavo Corsini, períodos chuvosos favorecem a proliferação da praga e exigem monitoramento constante das áreas. “Na época das águas, o produtor espera ter um pasto vigoroso e produtivo. Quando a cigarrinha entra em força, o prejuízo é enorme, pois reduz a disponibilidade de alimento justamente no período de maior potencial produtivo das pastagens”, afirma.
Para o controle desse inseto, a IHARA também recomenda a aplicação do inseticida ZEUS. Em ensaios conduzidos pela Fundação MT, o produto apresentou alta eficácia, com resultados acima de 95%, contribuindo para maior proteção das pastagens e para a manutenção da produtividade pecuária.
–
A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há 60 anos, oferece soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesas, com a credibilidade e a confiança de seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, totalizando mais de 80 soluções que protegem mais de 100 tipos de cultivos, contribuindo para que os agricultores produzam cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras ao pecuarista brasileiro.







