Ruminantes respondem por 47% do faturamento e seguem como principal motor do setor, enquanto segmento pet acomoda sua participação após anos de forte expansão
O setor de saúde animal no Brasil manteve a trajetória de crescimento em 2025 e fechou o ano com faturamento de R$ 12,8 bilhões, alta de 7,9% em relação a 2024. Os números foram consolidados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e reforçam o papel estratégico da indústria na produção agropecuária, na segurança sanitária e no bem-estar animal no país.
O resultado dá continuidade a uma década de expansão consistente, com uma média de crescimento próxima de 10% ao longo dos últimos dez anos, sustentada pela incorporação de novas tecnologias sanitárias no campo.
“O resultado de 2025 confirma a maturidade de um setor que cresce de forma consistente há mais de uma década. A indústria de saúde animal é parte fundamental da produção agropecuária e da segurança alimentar do país, além de proporcionar maior bem-estar e longevidade aos pets. Nossas empresas seguem investindo em tecnologia e prevenção para acompanhar as exigências dos mercados interno e externo”, afirma Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan.
O segmento de bovinos permaneceu como principal motor do mercado, respondendo por 47% do faturamento total da indústria. A atividade permanece estratégica para o agronegócio brasileiro, com papel central na produtividade, na segurança alimentar e na adoção de práticas sanitárias mais eficientes.
A avicultura esteve entre os segmentos de maior avanço no período, impulsionada pelo fortalecimento das exportações brasileiras e pela crescente demanda global por proteína animal. O desempenho acompanha o bom momento das cadeias de produção e aumenta o peso desses segmentos no faturamento do setor.
Entre as categorias de produtos, os biológicos e os antiparasitários seguiram entre as principais da indústria. O movimento reflete a adoção cada vez maior de tecnologias voltadas à prevenção de doenças, à produtividade e à eficiência sanitária na produção animal.
O segmento de animais de companhia, que vinha de anos de crescimento expressivo, encerrou 2025 com participação de 25% no faturamento – ante 27% em 2024. A acomodação está relacionada ao avanço acelerado das cadeias de produção, sobretudo de bovinos e aves, que ganharam peso no mercado de saúde animal.
“A recomposição entre os segmentos reflete o bom momento das cadeias de produção, e não uma perda de força do mercado pet, que segue relevante e com amplo espaço para evoluir em prevenção e cuidado”, afirma Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan.
Os dados reforçam o dinamismo da indústria de saúde animal no Brasil e a capacidade do setor de acompanhar as transformações da produção pecuária e as demandas dos mercados nacional e internacional. A saúde animal consolida-se, assim, como um dos pilares da economia e da segurança sanitária do país.
Os dados completos estão disponíveis no site do Sindan.
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Fundado em 1966, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) congrega 91 empresas responsáveis por cerca de 90% do mercado brasileiro de medicamentos veterinários. Entre as suas atribuições estão a representação legal das indústrias de saúde animal perante os órgãos oficiais, a produção de estudos, a coordenação de campanhas sanitárias e educativas, bem como a comunicação e a defesa da reputação do setor.







