Pressão de custos favorece forrageiras perenes que apresentam mais eficiência nutricional e melhor desempenho no campo; ganho por animal chegou a R$ 1.044,00 em propriedade de Alegrete

 

O Pampa gaúcho é uma das mais tradicionais regiões da pecuária do Brasil. O clima temperado, o solo fértil e as pastagens nativas tornaram a criação de gado um caminho natural para o produtor rural. Entretanto, a pressão de outras culturas, principalmente a soja, e a necessidade de aumentar a eficiência diante do aumento de custos levou os pecuaristas da região a buscarem sistemas de produção mais eficientes. Foi assim que encontraram resultados surpreendentes com o uso de brachiaria híbrida.  

Raphael Houayek, proprietário e gestor da Fazenda Esperança, em Alegrete (RS).

“Além da ótima produtividade e adaptação às dificuldades climáticas que enfrentamos, a brachiaria híbrida Mavuno contribuiu muito para a operação da fazenda”, afirma Raphael Houayek, proprietário e gestor da Fazenda Esperança, em Alegrete (RS). Além da produtividade aliada à rusticidade, o produtor destaca as vantagens da brachiaria como pastagem perene. “Hoje não ficamos dependentes da operação de plantio das variedades anuais que criavam uma janela de cerca de 120 dias de vazio forrageiro além de implicar nos custos de plantio, riscos da falta de chuva pós-plantio e ainda temos a possibilidade de uso quase que anual dessa ferramenta que é a Mavuno.”, explica Houayek.  

Adepto de números, planilhas e gestão eficaz, o produtor sabe exatamente que na primeira semana de fevereiro, mesmo com a grave seca que atinge a porção sudoeste do Rio Grande do Sul até o Uruguai, o Ganho Médio Diário (GMD) dos animais de recria da raça Braford foi em média de 1 quilo por dia nos piquetes com o Mavuno. Houayek estima que com a brachiaria Marandu, a variedade mais comum do mercado, essa média cairia para mais de 40% e com os pastos nativos para 60%.  

Normalmente, em média, os pastos com Mavuno da Fazenda Esperança recebem entre 2 mil e 2,5 mil quilos de peso vivo por hectare em um sistema rotacionado de pastejo, com altura de entrada de 40 cm, saída de 20 cm e cobertura com 240 Kg/ha de ureia, fracionada nos vários cortes do pastejo. Isso significa entre 4 e 5 animais de recria por hectare. Este ano, devido à falta de chuva, a aplicação de ureia não foi feita.  

“Comparando o nosso sistema atual com uma propriedade convencional da região, onde o custo por cabeça por mês gira em torno de R$58,00, calculamos uma economia de no mínimo R$ 1.044,00 por animal. Pois conseguimos reduzir a idade de abate de 36 para 18 meses, ou seja, reduzimos pela metade o tempo de abate dos nossos animais”, calcula. 

 

Zebuíno da raça Braford na Fazenda Esperança, em Alegrete (RS)

Mavuno no verão, aveia no inverno – Ele explica que a área com Mavuno foi plantada há cinco anos e tem sido a ferramenta ideal para dar a velocidade que planejou para o desenvolvimento dos animais dentro da propriedade, devido à sua tolerância maior ao frio e ao rápido rebrote após o inverno. “A fazenda é como um hotel e cada dia que o animal fica aqui ele gasta. Por isso o objetivo era diminuir a idade do abate chegando no peso ideal o mais rápido possível”, completa ele.  

O sistema de engorda à pasto da Fazenda Esperança tem início em abril, após o desmame, quando os animais, com cerca de 200 quilos, vão para a Mavuno onde ficam por cerca de 30 dias. A partir de maio, os piquetes com aveia e azevem recebem os terneiros. Ali, a densidade varia entre cinco e seis animais por hectare.  

Terminado o inverno, entre setembro e outubro o pasto de Mavuno já está apto a receber os animais, com cerca de 330 quilos. Em geral, o gado fica ali para recria e terminação por cerca de 270 dias, até junho. Com isso, os animais passam apenas um inverno na propriedade e são abatidos com idade média de 18 a 20 meses e média de 450 quilos.  

Mesmo quando o clima atrapalha, como tem sido o caso da região do Pampa nos últimos dois anos, a Mavuno tem demonstrado no dia a dia suas vantagens. Em 2022, entre junho e agosto, quando o pasto costuma ficar fechado para consumo, a brachiaria híbrida foi opção para receber o rebanho, ainda que com carga reduzida por hectare e com suplementação proteica. Demostrando que com um manejo correto, se torna uma ferramenta para o inverno, para situações de emergência e de vazio forrageiro. 

 

Genética – A Fazenda Esperança é referência nacional em genética da raça Braford, cruzamento nacional que reúne a qualidades da inglesa Hereford, como marmoreio da carne, habilidade materna, temperamento, precocidade com a rusticidade e adaptabilidade dos zebuínos. Produz touros e fêmeas para reprodução e comercializa sêmen e embriões. A parte do rebanho não selecionada pela genética é criada para o corte. Houayek tem como propósito democratizar a genética da raça Braford, e já conta com clientes em 7 estados do país, comprovando assim o potencial da raça. 

Há mais de 47 anos, a Wolf Sementes investe em pesquisa, inovação e tecnologia para contribuir com o avanço da agropecuária brasileira. É a empresa com o mais amplo portfólio de sementes de pastagens, ultrapassando 40 cultivares de forrageiras e leguminosas que abastecem o mercado interno e são exportadas para 65 países. Foi pioneira no mercado ao apresentar a Brachiaria Híbrida Mavuno, líder no segmento. 

OPA Assessoria em Comunicação