A água é o nutriente mais importante para a produção animal e o principal componente corporal dos animais, variando entre 50% a 80%. “A água participa do processo digestivo, manutenção da pressão intracelular, liberação de toxinas do organismo por meio da urina e influencia diretamente no padrão de consumo alimentar dos suínos”, explica Ana Paula Backes, médica veterinária da Auster Nutrição Animal.

No caso dos suínos, o consumo de água varia de acordo com as fases da criação. “De maneira geral, fêmeas lactantes consomem entre 10 a 12 litros por dia, leitões em fase de creche entre 1 a 2,5 litros por dia, já animais na fase de crescimento e terminação consomem entre 2 a 7 litros por dia”, afirma Ana Paula.

Além do volume de água ideal à disposição dos suínos, é indispensável que sua qualidade seja atestada. “Toda água fornecida aos animais deve ser potável, livre de matéria orgânica, coliformes fecais e substâncias tóxicas. Para garantir essa qualidade, há análises microbiológicas, entre elas, de coliformes fecais, coliformes termotolerantes e bactérias heterotróficas e também análises físico-químicas, como pH, cloreto total, ferro e manganês e análises de dureza, que indicam a presença de íons minerais e propensão a formação de sais. Os parâmetros de qualidade de água precisam atender os requerimentos da Resolução Conama nº. 396 e, para isso, é fundamental que seja feito monitorias frequentes para correções”, indica a especialista da Auster Nutrição Animal.

Segundo a médica veterinária, no dia a dia nas granjas, algumas técnicas auxiliam a promover o consumo adequado de água. “Na fase de creche, é importante deixar as chupetas gotejando no alojamento até os três primeiros dias, pois essa prática permite aos animais encontrar a nova fonte de na instalação muito mais rapidamente”. Ana Paula diz que “nas fases de gestação e maternidade, é necessário estimular as fêmeas a se levantar mais vezes ao dia. Entretanto, a disponibilidade e fácil acesso dos animais à fonte de água deve ser o manejo principal para garantir o consumo nos níveis adequados”, acrescenta.

Além de fornecer grande parte dos nutrientes, a água atua como veículo na administração de tratamentos terapêuticos. “Administrar produtos via água é uma alternativa de fácil adaptação nos sistemas produtivos, já que em momentos de enfermidades se nota que um dos principais sintomas é a redução de consumo de ração. Portanto, administrar tratamentos via água permite rápida disponibilidade aos animais”, afirma a Ana Paula.

A especialista também diz que deficiência no fornecimento de água pode causar efeitos deletérios, como volume insuficiente para limpeza e desinfecção de instalações. “O prejuízo é direto, levando à redução de consumo de ração e automaticamente à redução do desempenho zootécnico. Portanto, para que incidentes como esse sejam minimizados, deve ter atenção na captação, armazenamento e distribuição dos sistemas hidráulicos”, recomenda.

A restrição da água na produção animal causa impactos diretos ao desempenho zootécnico, como diminuição do ganho de peso diário. Estudos mostram redução do ganho de de 466g para 278g por dia em animais com 10 semanas de idade. Já para fêmeas na fase de lactação, o consumo de água nos três primeiros dias possui correlação positiva ao aumento de peso dos leitões. Ana Paula Backes reforça que animais com menor ingestão de água possuem correlação direta com menor ingestão de ração, consequentemente menor ganho de peso.

Para evitar tais prejuízos à saúde e ao normal desenvolvimento dos suínos, a Auster Nutrição Animal oferece Hydrocare, solução de peróxido de hidrogênio que remove o biofilme do sistema de fornecimento de água e desinfeta sem alterar o seu gosto, mantendo o sistema limpo por um ano e diminuindo os desafios sanitários para os suínos. Esse processo é essencial para o sistema de produção oferecer água em qualidade e em quantidade necessárias para atender às necessidades dos animais e, portanto, proporcionar o seu correto desenvolvimento.


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