A incessante busca por inovação: a evolução das biotecnologias no milho

Por Pierri Spolti*

 

A cultura do milho está presente nos mais diversos ambientes no Brasil. Estimativas mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área com o cereal pode superar os 20,8 milhões de hectares em 2021/2022, somando as três safras. Além da diversidade de ambientes, o milho assume diferentes papéis nos sistemas de cultivo – sucessão ou rotação -, sendo componente fundamental para a lucratividade dos agricultores.

A produtividade é o resultado da escolha adequada do germoplasma, do uso e manejo de práticas agrícolas e das condições climáticas que, dentre os três elementos, é o único que o agricultor não pode controlar.

Cada semente de milho traz consigo um conjunto de características selecionadas e desenvolvidas pelo uso combinado de estratégias de melhoramento clássico, uso de ferramentas genômicas e das ferramentas de biotecnologia, como é o caso da transgenia.

Os híbridos de milho da Bayer são avaliados em condições ambientais de cultivo específicas que determinam o ciclo, arquitetura de planta, resistência a acamamento/quebramento e tolerância a doenças e pragas, buscando assim customizar a variedade aos desafios que os agricultores enfrentam em suas regiões. Este processo de seleção e melhoramento é contínuo, com atualizações às necessidades presentes e futuras dos produtores rurais, buscando sempre maiores produtividades, com sustentabilidade econômica e ambiental.

O desenvolvimento de uma nova biotecnologia – identificação e introdução de genes de uma nova proteína para o controle de insetos-praga no germoplasma – é um processo de alta complexidade e intensa colaboração, envolvendo no processo de experimentação uma série de normativas e legislações que regulam aspectos de segurança ambiental e de saúde humana. Por esta complexidade e o longo tempo envolvido (em torno de 10 anos), este processo é também algo que ocorre de forma contínua.

Desde 2008, a Bayer vem trabalhando no lançamento e aperfeiçoamento de biotecnologias no milho. Na safra 2020/21, a empresa lançou comercialmente a tecnologia VTPRO4®, que garante máxima proteção contra lagartas – no cartucho e no colmo -, maior proteção contra pragas das raízes, proteção contra danos às espigas e maior eficiência e flexibilidade no controle de plantas daninhas. Isso tudo, combinado com um germoplasma elite, garante maior proteção aos desafios sanitários e potencial produtivo.

Já estamos trabalhando nas próximas gerações de biotecnologias para o milho. É importante lembrar que isso ocorre de forma contínua e não é desencadeado por possíveis reduções na eficiência das tecnologias. A tecnologia VTPRO3®, que antecede a nova tecnologia lançada, ainda garante níveis adequados de controle contras insetos-praga e deve ser considerada como ferramenta importante no manejo das lavouras de milho. Para isso, é necessário entender as dinâmicas das populações de insetos na área (espécies e níveis populacionais) e opções de manejo disponíveis (inseticidas).

Com o lançamento contínuo de tecnologias, buscamos trazer mais opções para os agricultores. Assim, de acordo com as necessidades específicas, nossos clientes têm condições de escolher o conjunto ‘germoplasma & tecnologia’ mais adequado para a sua lavoura. Para isso, sempre será importante o papel do engenheiro agrônomo, consultor ou dos nossos pesquisadores de desenvolvimento de mercado, que podem auxiliar na escolha do híbrido.

Nossa missão em pesquisa & desenvolvimento é garantir que, juntos com os agricultores, possamos evoluir e alcançar novos patamares de produtividade, mesmo em ambientes cada vez mais desafiadores. A lucratividade das lavouras e a sustentabilidade dos sistemas de cultivo nos guiam, nessa busca contínua por inovação.


* Dr. Pierri Spolti é agrônomo e, atualmente, lidera o time de melhoramento de milho para o Brasil na Bayer Crop Science

A Bayer celebra, em 2021, 125 anos de Brasil. Chegou ao País em 1896, abrindo a primeira fábrica no Rio de Janeiro; Hoje, está presente em mais de 30 cidades, com 6.500 profissionais espalhados de norte a sul. O Brasil é o maior mercado da Bayer na América Latina e local de grandes descobertas na medicina, de novas tecnologias para o campo e de inovações que melhoram a qualidade de vida do brasileiro e contribuem para o desenvolvimento do país.
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E para construir os próximos 125 anos, mais que fortalecer sua voz, a Bayer quer ampliar sua escuta e entender cada vez melhor as expectativas da sociedade e as necessidades dos clientes: seja o agricultor, o médico, o paciente, o consumidor – e a sua gente, cada vez mais plural e diversa; quer estreitar laços, alinhar expectativas, promover o diálogo, aproximar sua comunicação e construir os próximos passos da empresa junto ao público. Porque Você e Bayer: é bom.

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